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Saúde Geral

Dia Nacional de Combate ao Fumo

Especialista orienta como enfrentar as primeiras semanas sem cigarro

24/08/2026 Redação Fonte: Usina de Notícias Compartilhar:
Dia Nacional de Combate ao Fumo

Embora o Brasil seja referência mundial nas políticas de controle do tabaco, o tabagismo continua sendo um importante problema de saúde pública. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o hábito é responsável por cerca de 174 mil mortes anualmente no país e está relacionado ao desenvolvimento de mais de 50 doenças, entre elas diversos tipos de câncer, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). 

Neste cenário, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, chama a atenção para os desafios enfrentados por quem decide abandonar o cigarro. Apesar dos benefícios para a saúde surgirem rapidamente, as primeiras semanas sem nicotina costumam ser as mais difíceis. Para ajudar quem pretende vencer essa etapa, o docente do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica Fundatec, Rudnei Peres Palmeira Filho, reúne orientações para lidar com a abstinência e aumentar as chances de sucesso no tratamento.

Ele aponta que as primeiras semanas após a interrupção do consumo de nicotina costumam ser mais desafiadoras. "É comum surgirem irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, dores de cabeça, aumento do apetite e um desejo intenso de fumar. Esses sintomas costumam durar entre duas e quatro semanas", explica.

Mas algumas medidas simples podem ajudar a amenizar os efeitos da abstinência. Manter uma boa hidratação, aumentar o consumo de frutas e recorrer a alternativas como balas sem açúcar, chicletes dietéticos e barras de cereais são estratégias que auxiliam no controle da vontade de fumar. Também é importante identificar situações que favorecem recaídas, especialmente momentos de estresse, ansiedade ou a convivência frequente com outros fumantes. Essa fase costuma ser temporária e, à medida que a abstinência diminui, o organismo começa a responder positivamente à interrupção do tabagismo.

Outro receio comum de quem pretende abandonar o cigarro é o ganho de peso. De acordo com o professor, isso acontece porque, sem a nicotina, o apetite tende a aumentar, enquanto o paladar e o olfato são recuperados, tornando os alimentos mais atrativos. "A melhor forma de prevenir o aumento de peso é combinar uma alimentação equilibrada com a prática regular de atividades físicas, como musculação, corrida ou outros esportes", orienta.

Os benefícios da interrupção do tabagismo começam a aparecer mais cedo do que muitas pessoas imaginam. Aproximadamente 20 minutos após o consumo do último cigarro, a pressão arterial e a frequência cardíaca tendem a diminuir. Nas semanas seguintes, a circulação melhora, assim como o olfato e o paladar, enquanto sintomas como cansaço e falta de ar passam a ser menos frequentes, refletindo diretamente na qualidade de vida.

Nesse processo, o acompanhamento profissional faz toda a diferença. A enfermagem atua desde o acolhimento e avaliação do paciente até a condução de terapias individuais e em grupo, desempenhando papel de destaque nas ações da Política Nacional de Controle do Tabaco. As abordagens com melhores resultados combinam Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e tratamento medicamentoso, como reposição de nicotina e bupropiona, sempre com acompanhamento de uma equipe de saúde. No Brasil, esse suporte é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio das unidades da rede pública. "A enfermagem está na linha de frente do acolhimento, da avaliação e do acompanhamento das pessoas que desejam parar de fumar, contribuindo para aliviar a abstinência e prevenir recaídas", destaca o profissional.

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