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Atenção ao próprio corpo e diagnóstico precoce são a chave para vencer o câncer de mama
 
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27/02/2018

Atenção ao próprio corpo e diagnóstico precoce são a chave para vencer o câncer de mama

Conheça os fatores de risco, os sintomas e os tipos de exames disponíveis em um guia de alerta à doença

Desde 2008, as cidades se colorem de rosa durante o mês de outubro para alertar as mulheres para a importância do autocuidado em relação ao câncer de mama — o segundo tipo mais frequente do mundo, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. O movimento Outubro Rosa é feito de pessoas para pessoas: grupos de pacientes, organizações e vitoriosas da doença vão às ruas para chamar a atenção ao tema e lutar pelo acesso de todas ao diagnóstico precoce e ao tratamento ágil e qualificado, dois fatores que contribuem para o bom prognóstico de cura.

Neste ano, a campanha elegeu como tema a Lei dos 60 Dias, em vigor desde 23 de maio do ano passado, que determina que o tempo entre o diagnóstico do câncer e o início do tratamento não ultrapasse os dois meses.

— Porque o tempo não espera ninguém, muito menos quem tem câncer — justifica a mastologista Maira Caleffi, presidente voluntária da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) e do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama).

O câncer de mama não é algo que se possa prevenir. Por isso, não se fala mais em "evitá-lo", mas "diminuir os riscos". Há fatores, como a má alimentação e o sedentarismo, que tornam as mulheres mais suscetíveis à doença — e que podem perfeitamente ser controlados, conforme a médica.

O Outubro Rosa tem causado mobilização popular e engajamento, mas, mais que isso, cumpre um papel fundamental: fazer as pessoas falarem sobre o assunto.

— Vinte anos atrás, essa era a doença do silêncio. Hoje, a situação mudou. Câncer de mama já não é mais sinônimo de morte ou mutilação — diz Maira.

Ela diz também que, a partir da campanha, houve avanços importantes em relação ao câncer de mama, como a qualidade das mamografias e o aumento da conscientização sobre o diagnóstico precoce.

Do ano passado para cá, conforme dados do Instituto Neo Mama de Combate ao Câncer de Mama, o número de mamografias aumentou em 40% no Sistema Único de Saúde. O próximo passo é lutar por um sistema de saúde mais ágil na oferta do tratamento, o que teria reflexo direto no aumento da sobrevida.

— É preciso acabar com o discurso de "quem procura acha". O diagnóstico precoce é capaz de estacionar a doença e tornar cada vez mais mulheres vitoriosas na luta contra o câncer — afirma a enfermeira e presidente do Neo Mama, Gilze Francisco, com a propriedade de quem já venceu a sua própria batalha, em 2000, depois de ter um câncer diagnosticado. E curado.

Para que mais mulheres fiquem atentas e se cuidem, Zero Hora preparou um guia de alerta ao câncer de mama.

Quais são os fatores de risco?

O câncer de mama acomete mais as mulheres (apenas 1% dos casos ocorre em homens). O histórico familiar é um importante fator de risco, especialmente se um parente de primeiro grau (mãe ou irmã) teve a doença antes dos 50 anos — estima-se que 10% dos casos sejam de origem genética. A incidência do câncer também aumenta com a idade, sendo necessária mais atenção a partir dos 40 anos. Se você menstruou muito cedo (antes dos 12 anos) ou entrou na menopausa muito tarde (após os 50), também deve atentar à possibilidade. Não ter filhos também é um fator de risco. Também se associa o câncer de mama à utilização, por muito tempo, de anticoncepcionais orais com dose elevada de estrogênio. Quem está com excesso de peso e ingere álcool com frequência também está mais propenso a desenvolver a doença.

Principais sintomas

O principal sintoma do câncer de mama é o nódulo no seio ou na axila, que pode ou não vir acompanhado de dor. Alterações na pele, como sulcos, retrações e feridas também podem ser indícios da doença. Se o mamilo produzir uma secreção sanguinolenta, é um sinal de alerta. É importante conhecer bem a própria mama para identificar rapidamente se algo está errado ou fora do normal.

Tipos de exames disponíveis

As formas mais eficazes de detectar o câncer de mama são o exame clínico da mama — realizado por um médico ou enfermeira treinados e capazes de identificar tumores de um centímetro, se superficiais — e a mamografia, radiografia da mama que acusa lesões milimétricas. Normalmente, o exame clínico antecede a mamografia _ e os benefícios de ambos se referem a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos.

O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) recomenda o autoexame em frequência mensal, sempre na semana seguinte ao término da menstruação. Quem já está na menopausa deve selecionar sempre o mesmo dia do mês. O autoexame não deve ser substituído pelo exame clínico realizado por profissionais de saúde. Embora uma estratégia não estimulada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) de forma isolada, é parte das ações educativas para que as mulheres conheçam o próprio corpo.

A partir de que idade devem ser realizados e com que frequência?

A mamografia deve ser realizada a partir dos 40 anos, anualmente. Porém, mulheres com histórico de câncer de mama na família devem fazer o exame desde os 35, também uma vez por ano.

Como diminuir os riscos?

Mulheres mais ativas, de acordo com um estudo realizado pela Strathclyde Institute for Global Public Health, da França, ativas reduzem 12% os seus riscos em desenvolver câncer de mama, portanto, pratique exercícios físicos. Se você tem filho em idade de aleitamento materno ou está grávida, saiba que amamentar também é uma forma de prevenir o câncer, segundo o Ministério da Saúde. Evite o estresse: pesquisas associam situações de ansiedade, medo e isolamento a um maior risco de desenvolver a doença. Adotar uma alimentação saudável também é uma boa maneira de prevenção. O controle da obesidade pode fazer com que o câncer de mama tenha sua incidência reduzida em 30%, conforme o Inca.

Fontes: Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama), Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC).


Autor: Luísa Martins, colaborou Renata Medeiros
Fonte: Zero Hora

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