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Energéticos podem causar de arritmia à morte
 
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03/04/2019

Energéticos podem causar de arritmia à morte

Presidente do Grupo de Estudos de Cardiologia do Esporte, Daniel Daher diz que o problema é a quantidade de cafeína lançada no organismo

A Sociedade Brasileira de Cardiologia, que congrega 14 mil especialistas brasileiros, endossou trabalho da Organização Mundial da Saúde - OMS, segundo o qual o aumento do consumo de energéticos pode representar perigo para a saúde pública, especialmente para os jovens. O presidente do Grupo de Estudos de Cardiologia do Esporte da SBC, Daniel Jogaib Daher, diz que campanhas feitas nos mesmos moldes da propaganda de cigarro do passado elevaram em muito no Brasil o consumo de energéticos, entre jovens e adolescentes.

O jovem relaciona o energético com desempenho físico e psíquico elevado e usa a bebida nas academias, em festas, durante caminhadas, corridas e quando se exercita em bicicletas. O perigo existe por causa da presença de cafeína, taurina, ginseng e guaraná, entre outros ingredientes. Esses componentes estão nos energéticos “em quantidade que excede em muito o recomendado para consumo saudável pelos órgãos de saúde”, diz o médico, e podem desencadear arritmia “mesmo em pessoas sem nenhuma doença conhecida do coração”.

O estudo, publicado na revista Frontiers in public Health, explica que logo após a ingestão o problema é a cafeína, mas novos estudos indicam que a médio e longo prazo os efeitos podem ser cumulativos.

O problema maior é o consumo em baladas, como se fosse um refrigerante, explica Daniel Daher, pois “como são na verdade estimulantes neuropsíquicos, os energéticos podem ser muito deletérios para o corpo”, principalmente se tomados juntamente com bebidas alcoólicas.

Mais de 500 marcas

Os pesquisadores identificaram mais de 500 marcas de energéticos, que se difundiram rapidamente a partir do primeiro, lançado no Japão em 1960. Em 1987 os energéticos chegaram à Europa, em 1997 nos Estados Unidos e há dois anos suas vendas somavam 12,5 bilhões de dólares.

Pesquisa correlata da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos mostrou que os energéticos respondem por 43% do consumo de cafeína entre as crianças "O que é grave, pois o organismo infantil não consegue metabolizar a cafeína como o de um adulto", completa Daniel Daher. Cerca de 18% das crianças europeias com menos de 10 anos tomam esse tipo de bebida e, entre os adolescentes, o índice salta para 68% - o maior índice é da República Tcheca, 82% - e mais da metade a usam simultaneamente com o álcool.

Os pesquisadores identificam como efeitos possíveis do consumo de energéticos as arritmias, hipertensão, estimulação do sistema nervoso central, vômitos, acidose metabólica, convulsão, parada cardíaca e mesmo morte. Nos adultos a bebida tende a aumentar o risco de hipertensão e de diabetes, já que a cafeína reduz a sensibilidade à insulina e aumenta o risco de aborto espontâneo. Segundo o trabalho, o efeito nefasto da cafeína no energético é maior do que no café, porque enquanto este é consumido quente, tem uma absorção mais lenta do que o energético, tomado frio ou gelado.

As pesquisas continuam e os norte-americanos estão analisando o que ocorre com o uso simultâneo de energéticos e drogas, maconha ou cocaína e um novo estudo analisa porque os militares que usam energéticos tem taxa de suicídio maior do que a média das Forças Armadas.


Autor: Redação
Fonte: DOC Press Comunicação
Autor da Foto: Reprodução Google

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