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Falando sobre depressão sem preconceito
 
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07/04/2017

Falando sobre depressão sem preconceito

Artigo do vice-presidente da AMRIGS, Jair Rodrigues Escobar

Considero importantíssima a iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) em estabelecer a depressão como tema de sua campanha para o Dia Mundial da Saúde de 2017, celebrado em 7 de abril. É uma doença que precisa, cada vez mais, ser tratada sem nenhum tipo de preconceito. Por isso o lema "Depressão: vamos conversar".

O Brasil apresenta a maior taxa de depressão da América Latina, de acordo com estudo da OMS de 2005 a 2015. Cerca de 6% dos brasileiros são afetados pela doença e estima-se que 20 a 25% da população do país teve, têm ou terá um quadro de depressão em algum momento da sua vida.

O grande sofrimento físico e mental que a depressão causa poderá transformá-la, muito em breve, na doença mais incapacitante do mundo, o que reforça a necessidade de colocá-la como prioridade da lista de preocupações das políticas públicas de saúde. Uma pessoa deprimida acaba por ter várias funções avariadas, afetando, de forma negativa, seu humor, segurança, vaidade e força de vontade. Tudo contribui para gerar graves prejuízos para sua vida pessoal e profissional.

A estigmatização da doença, ao longo dos tempos, transformou-se em um entrave para que o enfermo busque o tratamento adequado e consiga enfrentá-la. É fundamental que esse processo seja revertido, uma vez que a depressão pode ser tratada de maneira eficaz.

Como muito bem explica a OMS na campanha do Dia Mundial da Saúde 2017, a depressão pode afetar a capacidade das pessoas para realizar até mesmo simples tarefas cotidianas, interferindo nas relações familiares, de amizade, e nas atividades profissionais. Além disso, no pior cenário, o transtorno pode levar ao suicídio, que, ainda de acordo com a OMS, atualmente é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 de idade.

Desta forma, conversar sobre a depressão sem preconceito é uma ação benéfica e que contribui para que os doentes e seus familiares não adiem a busca por ajuda. Pedir apoio pode ser a chave para se recuperar da doença e voltar a ter uma vida normal.


Autor: Jair Rodrigues Escobar
Fonte: Play Press

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