.
 
 
Mês de julho se volta para a conscientização sobre o câncer de bexiga
 
Artigos
 
     
   

Tamanho da fonte:


10/07/2017

Mês de julho se volta para a conscientização sobre o câncer de bexiga

Artigo do oncologista, André Márcio Murad

Para alertar a população sobre os sintomas, fatores de risco e o aumento da incidência do câncer de bexiga, o mês de julho foi escolhido como o período de conscientização quanto a assuntos relacionados a este tipo de neoplasia. Em 2016, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou a incidência de 9.670 novos casos do câncer de bexiga no Brasil, sendo 7.200 em homens e 2.470 em mulheres. A mortalidade é estimada em 3.600 óbitos anuais.

O câncer de bexiga é o tumor mais comum do sistema urinário, sendo mais prevalente em homens de meia idade, tendo como principal fator de risco o tabagismo, que aumenta até dez vezes a chance de desenvolver a doença. Além do tabagismo e da idade avançada, o câncer de bexiga se relaciona com infecções parasitárias, radiação e exposição a substâncias químicas.

O cigarro possui em torno de 100 substâncias cancerígenas, sendo a nicotina o principal implicador. Vários compostos carcinógenos são absorvidos pela corrente sanguínea gerando cânceres mesmo em órgãos não diretamente expostos à fumaça, como, por exemplo, na bexiga. A nicotina e a nitrosamina são exemplos de carcinógenos causadores de câncer de bexiga provenientes não só do cigarro, mas também do charuto, do cigarro de palha e do cachimbo.

Outros agentes causais são pigmentos de tintas e corantes especialmente a anilina, além de outros compostos químicos e solventes como naftilamina, o aminobifenil, a benzidina e a toluidina, compostos estes utilizados na indústria de tintas, pigmentos, borrachas, couro e produtos têxteis. Algumas doenças genéticas também podem causar predisposição ao câncer de bexiga, como a Síndrome de Lynch. Com origem nas células que revestem o órgão, este câncer pode ser dividido em três tipos: o carcinoma de células de transição, que representa a maioria dos casos e começa nas células do tecido mais interno da bexiga; o carcinoma de células escamosas, quando o tumor afeta as células delgadas e planas que podem surgir na bexiga depois de infecção ou irritação prolongadas; e a adenocarcinoma, que tem início nas células glandulares (de secreção) e que também está relacionado a processos inflamatórios crônicos.

Com números crescentes ao longo dos anos e sendo pouco discutido dentre a sociedade médica e público em geral, o câncer de bexiga é confundido com outras doenças de menor complexidade e gravidade, gerando assim uma grande dificuldade quanto a identificação de seus sintomas. Os sintomas da doença incluem o sangramento na urina, dificuldade ou ardência ao urinar, incontinência urinária, dores nas costas, fadiga e perda de peso. A melhor maneira de prevenir o câncer de bexiga é evitar os fatores de risco e a realização de consultas regulares. Pessoas que trabalham com compostos de borracha, couro, tintas e na indústria têxtil devem fazer exames de rotina e estar sempre atentos aos sintomas dados pelo organismo.

André Márcio Murad

Oncologista, Professor, Pesquisador e Coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da UFMG e diretor da Clínica Personal- Oncologia de Precisão e Personalizada

E-mail: andremmurad@gmail.com.


Autor: André Márcio Murad
Fonte: Naves Coelho

Imprimir Enviar link

Solicite aqui um artigo ou algum assunto de seu interesse!

Confira Também as Últimas Notícias abaixo!

 
 
 
 
 
 
 
Facebook
 
     
 
 
 
 
 
Newsletter
 
     
 
Cadastre seu email.
 
 
 
 
Interatividade
 
     
 

                         

 
 
.

SIS.SAÚDE - Sistema de Informação em Saúde - Brasil - R. Dr. Flores, 263 - Centro Porto Alegre - RS, 90020-120
O SIS.Saúde tem o propósito de prestar informações em saúde, não é um hospital ou clínica.
Não atendemos pacientes e não fornecemos tratamentos.
Administração do site e-mail: contato@sissaude.com.br. (51) 3779.0602