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20 de outubro: Dia Mundial de Combate à Osteoporose
 
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16/10/2019

20 de outubro: Dia Mundial de Combate à Osteoporose

Segundo dados da OMS, 10 milhões de brasileiros são acometidos pela doença

Um simples espirro ou uma crise de tosse podem causar grandes problemas nos ossos de quem tem osteoporose. A doença é mais comum na terceira idade e faz com que a estrutura óssea fique porosa e fraca, muito mais suscetível a fraturas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo, 200 milhões de pessoas são acometidas pela enfermidade, sendo 10 milhões de brasileiros. Por isso, a Fundação Internacional de Osteoporose adotou a data 20 de outubro, como o Dia Mundial de Combate à Osteoporose.

De acordo com a Dra. Bárbara Campolina, médica endocrinologista do Hospital Felício Rocho, a prevenção deve ser feita, principalmente, por meio da prática de atividade física, exposição ao sol e ingestão adequada de cálcio. “Um adulto deve ingerir mil miligramas de cálcio por dia, já o idoso precisa consumir 1.200 miligramas diárias, o que é equivalente a 500 ml de leite e 60g de queijo. O ideal é que essa ingestão seja feita na dieta, porém, se a pessoa não consegue suprir essa necessidade, ela pode utilizar suplementos de cálcio”, ressalta.

A médica explica que o corpo humano acumula massa óssea até aproximadamente os 30 anos de idade, por meio da ingestão de vitamina D e cálcio, e pela prática de atividade física, por isso, quanto maior a quantidade de massa óssea que o indivíduo tiver acumulado, menor o risco de ser acometido pela osteoporose.

Apesar de existir prevenção para a doença, o alto consumo de álcool, tabagismo, grande ingestão de sal na dieta, carga genética e o histórico de doença na família são fatores de risco. “Além disso, várias doenças endocrinológicas podem ter como apresentação a osteoporose. Por exemplo, as doenças da paratireoide, que são glândulas localizadas posteriormente a tireoide, na região do pescoço. O excesso de produção de hormônio por essas glândulas pode causar a osteoporose. A grande quantidade de cortisol também pode provocar a doença, assim como o excesso de GH”, explica.

Por ser uma doença silenciosa e não apresentar sintomas, na maioria das vezes o paciente só é diagnosticado depois de sofrer alguma fratura. Contudo, é possível realizar um rastreamento através do exame de densitometria óssea, que deve ser realizado em todas as mulheres acima de 65 anos e em homens acima de 70 anos, ou em idade mais precoce nos pacientes que estejam no grupo de risco. “A gente quer justamente identificar aquele paciente que tem osteoporose e que ainda não teve fratura para podermos tratá-lo e prevenir possíveis fraturas”, pontua. 


Autor: Redação
Fonte: Naves Coelho Comunicação
Autor da Foto: Divulgação

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