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Rizartrose do Polegar é o segundo tipo de artrose mais comum na mão
 
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26/11/2019

Rizartrose do Polegar é o segundo tipo de artrose mais comum na mão

Problema ocorre por desgaste da articulação da base do polegar, dedo que contribui para, ao menos, 50% da função da mão

“Meu polegar dói”. “Tenho tido dificuldade para abrir uma tampa de compota”. Não consigo abrir uma garrafa PET”. Essas são algumas das queixas de pacientes que apresentam um desgaste da articulação da base do polegar, chamada de rizartrose do polegar - o segundo tipo de artrose mais comum na mão.

“O polegar contribui para, pelo menos, 50% da função da mão, portanto, está submetido à uma grande carga de estresse que, associado à uma atividade que exige movimento de pinça do polegar, pode levar à rizartrose”, explica o presidente da SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão), Dr. Marcelo Rosa de Rezende.

Um dado importante na ocorrência dessa patologia é sua associação com a genética do paciente. “Daí o fato de encontrarmos vários membros de uma mesma família acometidos por essa enfermidade”, fala o especialista.

A articulação da base do polegar é chamada de trapézio-primeiro metacarpiano. É ela quem contribui 53% com a extensão, 23% com a flexão e 17% com a rotação global do polegar.

“No desgaste do componente articular da base do polegar, os ossos começam a se atritar um no outro, resultando em um processo inflamatório doloroso, que leva à restrição do uso do polegar”, diz o médico.

Sintomas

Na fase inicial do problema, a sensação é a de como se faltasse “óleo nas juntas”. “As articulações ficam meio travadas, podendo apresentar inchaço e, com o tempo, a base do polegar começa a doer. Essa dor vai aumentando ao fazer movimentos de agarrar, pinçar e, então, atividades básicas como escrever, por exemplo, se transformam em um martírio”, salienta Dr. Marcelo.

Já em sua forma mais grave, a dor pode surgir mesmo em repouso e acompanhada de fraqueza, limitação da mobilidade e deformidade da base do polegar. “A deformidade ocorre por um alargamento visível da base do polegar, com a exposição do osso subjacente. Com o tempo, a deformidade progride e pode chegar ao padrão de “polegar em zig zag””, pontua Dr. Marcelo.

Tratamento

Algumas medidas podem ajudar a aliviar os sintomas e a retardar a progressão da rizartrose, como aplicação de bolsas de gelo na junta do polegar; uso de órteses (luvas imobilizadoras) específicas e exercícios para fortalecer os músculos que ficam ao redor do polegar, orientados por um especialista da mão.

Não apresentando melhora, especialista em mão deverá ser consultado, pois poderá haver indicação para tratamento cirúrgico. A cirurgia, quando indicada e bem realizada, promove o alívio dos sintomas dolorosos e o retorno do paciente às suas atividades manuais. 


Autor: Redação
Fonte: Predicado Comunicação
Autor da Foto: Divulgação

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