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Omeprazol causa câncer?
 
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22/01/2020

Omeprazol causa câncer?

Especialista esclarece as fake news divulgadas sobre o remédio

Conhecido por seus benefícios no combate às dores estomacais, o omeprazol ganhou destaque nas redes sociais nos últimos meses. A popularidade do remédio aumentou, mas foi com imagem negativa: muitos posts circularam, foram compartilhados e comentados, afirmando que o omeprazol causaria câncer, além de alterar a absorção de vitaminas e gerar outros malefícios a longo prazo. Recentemente, médicos de todo país reuniram-se na SBAD - Semana Brasileira do Aparelho Digestivo e esclareceram o tema.

Presente no evento, Dr. Fábio Strauss, médico especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões, afirma que não há nenhum estudo científico que comprove que o medicamento esteja ligado ao surgimento de câncer de estômago, apesar de ter sido usado por grande parte dos pacientes com a doença.

“O que acontece é que algumas pessoas tomam o remédio por conta própria quando sentem alguma dor ou incômodo estomacal, e seguem convivendo com o problema por muito tempo, às vezes, por anos, até buscar o acompanhamento médico. Por protelar o diagnóstico e tratamento adequado, a evolução do problema pode resultar em câncer, o que não faz do remédio a causa da doença”, acrescenta.

Cautela

Segundo Dr. Fábio Strauss, o omeprazol integra a chamada “família de prazóis”, formada também pelo pantoprazol e outros quatro medicamentos que agem como inibidores da bomba próton, ou seja, reduzindo o excesso de ácido no estômago. São indicados para doenças como gastrite, úlceras gástricas ou duodenais – no início do intestino, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e esofagites.

Por ser vendido sem exigência de receita médica e por seu preço acessível, o omeprazol é comumente usado sem diagnóstico prévio. E é aí que está o perigo. “A automedicação é um dos grandes entraves no tratamento das doenças. Sem uma avaliação médica, as substâncias ingeridas erroneamente, como o omeprazol, podem camuflar doenças e, inclusive, agravar o quadro do paciente. A dosagem é um aspecto importante, bem como a continuidade do uso”, alerta o médico.

Lado bom

“Contudo, vale ressaltar que os chamados prazóis são medicamentos excelentes e que trazem ótimos resultados quando administrados sob a orientação médica”, diz Dr. Fábio Strauss. Segundo ele, de modo geral, é importante que a medicação seja feita em jejum, pelo menos 30 minutos antes do café da manhã, mas a administração pode variar em alguns casos. A refeição feita após o uso do remédio é fundamental para os resultados, pois há comprovação que o jejum prolongado diminui sua eficácia. 


Autor: Camila Veiga
Fonte: Assessoria de Imprensa
Autor da Foto: Freepik

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