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07/08/2018

Música faz bem para o coração!

Pesquisas da Associação Americana de Cardiologia mostram que ouvir músicas agradáveis pode ser benéfico para a saúde cardiovascular

Quem nunca experimentou uma sensação de leveza e bem-estar ao ouvir uma música que lhe toca a alma, fazendo você ficar como se estivesse flutuando, num estado mental extasiante? Quantas vezes você entra no carro irritado, com vontade de sumir e você coloca a sua música preferida. Como num passe de mágica, de repente, você está novamente feliz e de bem-estar com a vida?

A música tem um poderoso efeito sobre o estado d’alma. É como se a música penetrasse nos poros da nossa pele, contaminando todo o nosso ser. E é interessante que, do mesmo modo que algumas músicas têm o poder de nos agraciar diante da vida, outras têm um poder negativo sobre o nosso temperamento.

Pesquisas da Associação Americana de Cardiologia mostram que ouvir músicas agradáveis pode ser benéfico para a saúde cardiovascular. Pesquisadores da Universidade de Maryland mostraram pela primeira vez que emoções positivas geradas por músicas aprazíveis têm um efeito favorável sobre o endotélio cardiovascular.

O cérebro tem um papel fundamental na saúde vascular, bem como nas taxas de colesterol e pressão arterial. Ainda assim, muitas pessoas que não apresentam esses fatores de risco desenvolvem doença cardíaca significativa e isso pode estar parcialmente ligado à resposta desses indivíduos ao estresse. Se a música pode evocar emoções positivas para se contraporem ao estresse negativo do cotidiano, ela pode ter uma influência muito importante sobre a parte vascular. Assim, a música deveria ser incorporada a um estilo saudável de vida, tal como nós incorporamos outros hábitos saudáveis à nossa vida. Esse estudo foi apresentado pela Associação Americana de Cardiologia este ano, em sessão científica.

O estresse mental causa vasoconstrição. Cardiologistas de um grupo de pesquisadores foram os primeiros a mostrar que o riso tem um efeito benéfico sobre o endotélio. Eles acham que emoções positivas evocadas pela música também trariam um efeito similar.

Para determinar o efeito da música sobre a função endotelial, pesquisadores estudaram o tema. A pesquisa incluiu 10 pessoas saudáveis e não fumantes de idade média de 36 anos. Os voluntários selecionaram 30 minutos de músicas que eles apreciavam. Em 4 ocasiões separadas, uma semana de diferença, as funções endoteliais dos participantes foram acessadas pela medida de fluxo sanguíneo no antebraço.

Em cada ocasião, a dilatação da artéria pelo aumento do fluxo sanguíneo foi medida no início e 30 minutos após cada estímulo: música aprazível, música que produzia ansiedade, um videoclipe de humor e uma fita de relaxamento. As pesquisas acharam que, comparada ao momento inicial, a dilatação do fluxo sanguíneo dos voluntários:

- aumentou 26% depois de ouvirem música agradável

- diminuiu 6% depois de ouvirem música geradora de ansiedade

- aumentou 19% depois de assistirem a um vídeo de humor

- aumentou 11% depois de ouvirem uma fita de relaxamento

A magnitude do aumento do fluxo sanguíneo associado à autoescolha de boa música foi o mesmo do observado previamente com atividade aeróbica ou terapia com estatina. Acredita-se que a base para isso seja devida a compostos com endorfina liberados pelo cérebro, que têm ação direta sobre a vascularização. É a grande caixa-preta das conexões cardíacas, tão difícil de quantificar, mas é uma área pouco desenvolvida pela ciência e que vale a pena ser investigada.

Vários estudos bem documentados mostram os efeitos positivos da música sobre ansiedade, depressão e dor em pacientes que têm doenças somáticas. Estudos recentes nas áreas de neurocognição e neuropsicologia sugerem que a música também melhora várias funções cognitivas, como a atenção, aprendizado, comunicação e memória, tanto em sujeitos normais como em certos transtornos, como a dislexia, autismo, esquizofrenia, esclerose múltipla, doença coronariana e demência. Em reabilitação cardíaca pós-enfarto, elementos musicais têm sido usados como parte da fisioterapia.

Referências

Cassileth et al., 2003; Cepeda et al., 2006; Siedliecki and Good, 2006.

Thaut et al., 1997.

Dra. Evelyn Vinocur é psicoterapeuta cognitivo-comportamental. Atua há mais de 30 anos na área de saúde mental de adulto e é especializada em saúde mental da infância e adolescência. www.evelynvinocur.com.br


Autor: Dra. Evelyn Vinocur
Fonte: Site Idmed

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