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Circuito estadual do Sonora Brasil Sesc
 
Saúde RS
 
     
   

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31/07/2018

Circuito estadual do Sonora Brasil Sesc

Projeto leva apresentações de gênero musical do Nordeste a 12 cidades gaúchas

Apresentar toda a pluralidade e diversidade da cultura brasileira. Esse é o objetivo que o Projeto Sonora Brasil, trazido ao Estado pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc, quer proporcionar a 12 cidades gaúchas. Neste ano, o tema é “Na Pisada dos Cocos” e apresenta um dos gêneros mais importantes do Nordeste brasileiro: o Coco. O circuito inicia no Rio Grande do Sul no dia 17 de agosto e inicia com a apresentação do grupo Samba de Pareia da Mussuca (SE), seguido por Coco do Iguape (CE), Coco de Zambê (RN), eCoco de Tebei (PE). Antes, entre os dias 14 e 18 de agosto, acontecerá a 5ª Mostra Sonora Brasil em Porto Alegre, que contará com a presença deAdiel Luna e do grupo Três Marias. A participação é gratuita.

Na Mostra Sonora Brasil, na Capital, se destacam as ações formativas e sociais que ocorrerão na AFASO (Vila Nossa Senhora de Fátima) e no Projeto OuvirAVida, com Adiel Luna. Já os artistas no circuito estadual apresentarão as variantes da musicalidade típica da região Nordeste (Litoral e Interior), nascida em aldeias indígenas e comunidades quilombolas, com canto, dança e música, acompanhados por instrumentos de percussão, como bumbo, ganzá, pandeiro, caixa.

As Unidades do Sesc que recebem a atividade serão as dos municípios deAlegrete, Camaquã, Canoas, Carazinho, Porto Alegre, Ijuí, Caxias do Sul, Montenegro, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas e Santa Rosa. O Sonora Brasil completa, este ano, duas décadas de circulação pelo país. Promovido pelo Sesc, já realizou 5.726 apresentações de 85 grupos, em mais de 150 cidades brasileiras, com um alcance de 600 mil espectadores. Em 2018 apresenta o tema ‘Na pisada dos cocos’ que circulará pelos estados do Centro-Oeste, Sul e Sudeste brasileiro. No Rio Grande do Sul, entre agosto e dezembro deste ano, os quatro grupos realizarão cerca de 50 apresentações. Abaixo segue a relação completa de datas. Mais informações estão disponíveis no site www.sesc-rs.com.br/sonorabrasil/.

Sobre o Sesc/RS – Com sete décadas de atuação no Brasil e no Rio Grande do Sul, a Instituição pertencente ao Sistema Fecomércio-RS realiza ações em 100% dos municípios gaúchos, promovendo o bem-estar social de trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e de toda a comunidade. Todas as 497 cidades gaúchas recebem atividades sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Atualmente, a estrutura da Instituição conta com 43 Unidades Operacionais Sesc e 21 Unidades Sesc/Senac. Saiba mais em www.sesc-rs.com.br.
 
Projeto Sonora Brasil Sesc no RS – 2018
 
Na Pisada dos Cocos
 
Informaçõeswww.sesc-rs.com.br/sonorabrasil
 
Circuito 1 –  17 a 29 de agosto
 
Samba de Pareia da Mussuca (CE)
O Samba de Pareia, segundo relatos, surgiu há mais de 300 anos entre os escravos que trabalhavam nos canaviais. Hoje, ele é dançado por mulheres, contando com a presença de homens apenas como tocadores que sustentam o ritmo com dois tambores médio-graves e uma porca (cuíca). Completa a instrumentação um ganzá, tocado por uma das mulheres, e, o principal elemento rítmico, a pisada dos tamancos das dançadeiras. O samba não se caracteriza como um folguedo, mas apresenta dança coreografada e trajes padronizados. As letras das músicas fazem alusão a situações do dia-a-dia, normalmente com muita irreverência.
 
O grupo é liderado por uma mestra, Dona Nadir, o que é raro nos grupos de tradição, onde as funções de liderança normalmente cabem aos homens, e conta também com a participação de Mangueira (Acrisio dos Santos), Carmélia dos Santos, Elenilde da Silva, Maria Edenia dos Santos, Maria Ednilde dos Santos, Cecé (Maria José dos Santos), Maria Lucia Santos, Maria Luiza dos Santos, Maria José dos Santos e Normália dos Santos.
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
 
17/08 – Camaquã
Local: Teatro do Sesc (Rua Marcírio Dias Longaray, 01)
Horário: 20h
 
18/08 – Pelotas
Local: Bibliotheca Pública Pelotense (Praça Coronel Pedro Osório, 103)
Horário: 20h
 
20/08 – Alegrete
Local: Centro Cultural Adão Ortiz Houayek (Praça Oswaldo Aranha, s/n)
Hora: 20h
 
21/08 – Santa Rosa
Local: Teatro do Sesc (Rua Concórdia, 114)
Horário: 20h
 
22/08 – Ijuí
Local: Teatro do Sesc (Rua Crisanto Leite, 202)
Horário: 20h
 
23/08 – Carazinho
Local: Teatro do Sesc Carazinho (Avenida Flores da Cunha, 1224)
Horário: 20h
 
24/08 – Passo Fundo
Local: Sesc Passo Fundo (Av. Brasil, 30)
Horário: 20h
 
26/08 – Caxias do Sul
Local: Sesc Caxias do Sul (Rua Moreira César, 2462)
Horário: 17h
 
27/08 – Montenegro
Local: Estação da Cultura - Espaço Cultural Braskem (Rua Osvaldo Aranha, 2215 – B. Ferroviário)
Horário: 15h
 
28/08 – Novo Hamburgo
Local: Auditório da FTEC (Rua Silveira Martins, 780)
Horário: 20h
 
29/08 – Canoas
Local: Espaço do hall do prédio da Faculdade de Comunicação/ULBRA (Av. Farroupilha, 8001 – B. São José)
Horário: 18h30
 
Circuito 2 – 16 a 29 de outubro
 
Coco de Iguape (CE)
O grupo é oriundo da Praia do Iguape, litoral cearense onde praticam a pesca artesanal e são liderados pelos mestres Raimundo da Costa, que desde os dez anos de idade pratica o coco de embolada e Chico Caçuêra. Segundo pesquisadores, o Coco do Iguape tem uma característica peculiar que é o andamento mais acelerado e uma dança mais “pulada”. A música mantém a estrutura de refrão fixo, apresentado pelo mestre e cantado pelos brincantes, e estrofes emboladas pelos mestres, algumas criadas no calor da brincadeira. A dança acontece em pares, um de cada vez no meio da roda, com trocas constantes marcadas pelo convite feito com o gesto da umbigada.  Os instrumentos utilizados pelo grupo são o caixão (espécie de Cajon), ganzá e triângulo ( inserido a partir de influências externas).
 
O grupo é formado por Mestre Chico Caçoeira (Francisco Renato das Chagas), Klévia do Iguape (Klévia Cardoso da Silva), Renato Cabral, Wellington Monteiro, Gatinho (João Anastácio de Carvalho), Caboquim (José Ailton da Costa Miranda), Altamiro da Costa e Adonai Ribeiro.
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
 
16/10 – Novo Hamburgo
Local: Auditório da FTEC (Rua Silveira Martins, 780)
Horário: 20h
 
17/10 – Canoas
Local: Espaço Multicultural Universidade La Salle (Av. Vítor Barreto, 2288)
Horário: 19h
 
18/10 – Montenegro
Local: Praça Rui Barbosa (Rua Ramiro Barcelos, s/n)
Horário: 15h
 
19/10 – Caxias do Sul
Local: Casa das Etnias (Av. Independência, 2542 – Panazzolo)
Horário: 20h
 
21/10 – Passo Fundo
Local: Sesc Passo Fundo (Av. Brasil, 30)
Horário: 20h
 
22/10 – Carazinho
Local: Teatro do Sesc - Carazinho (Avenida Flores da Cunha, 1224)
Horário: 20h
 
23/10 – Ijuí
Local: Teatro do Sesc (Rua Crisanto Leite, 202)
Horário: 20h
 
24/10 – Santa Rosa
Local: Sede da Etnia Africana de Santa Rosa (Rua Benvenuto De Conti, 370 - Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson)
Horário: 20h
 
25/10 – Alegrete
Local: Centro Cultural Adão Ortiz Houayek (Praça Oswaldo Aranha, s/n)
Hora: 20h
 
27/10 – Pelotas
Local: Bibliotheca Pública Pelotense (Praça Coronel Pedro Osório, 103)
Horário: 20h
 
29/10 – Camaquã
Local: Teatro do Sesc (Rua Marcírio Dias Longaray, 01)
Horário: 20h
 
Circuito 3 – 16 a 28 de novembro
 
Coco de Zambê (RN)
 
É principalmente encontrado no município de Tibau do Sul, litoral do Rio Grande do Norte, segundo pesquisadores, chegou em 1903 aos engenhos de cana-de-açúcar e colônias pesqueiras da região através de africanos escravizados. Dois tambores estão presentes na maioria dos grupos que praticam o Coco de Zambê, também conhecido como pau furado ou oco de pau, que é maior e mais grave, e o Chama, ambos construídos artesanalmente com troncos de árvores da região. Além desses tambores outros instrumentos de percussão podem ser encontrados, inclusive a lata, usada pelo grupo. A música se caracteriza como um canto responsorial, puxado pelo mestre e respondido pelo coro de vozes, e a dança acontece numa roda que mantém ao centro os tocadores. Os brincantes se revezam reverenciando o tambor e realizando passos livres de grande energia que lembram movimentos da capoeira e do frevo.
 
O grupo é formado por Didi (Djalma Cosme da Silva), Uzinho (Severino de Barros), Tonho (Antonio Cosme de Barros), Mestre Mião (Damião Cosme de Barros), Zé Cosme (José Cosme Neto), Kéké (Ckebesson da Silva), Pepé (Ederlan da Silva), Beto (José Humberto Filho de Oliveira).
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
 
16/11 – Canoas
Local: Teatro do Sesc Canoas (Av. Guilherme Schell, 5340)
Horário: 20h
 
17/11 – Novo Hamburgo
Local: Casa das Artes (Av. Primeiro de Março, 55)
Horário: 20h
 
18/11 – Montenegro
Local: Estação da Cultura - Espaço Cultural Braskem (Rua Osvaldo Aranha, 2215 – B. Ferroviário)
Horário: 18h
 
19/11 – Caxias do Sul
Local: Ponto de Cultura - UAB Cultural (Rua Luís Antunes, 80 – Panazzolo)
Horário: 20h
 
21/11 – Passo Fundo
Local: Sesc Passo Fundo (Av. Brasil, 30)
Horário: 15h
 
22/11 – Carazinho
Local: Teatro do Sesc Carazinho (Avenida Flores da Cunha, 1224)
Horário: 20h
 
23/11 – Ijuí
Local: Teatro do Sesc (Rua Crisanto Leite, 202)
Horário: 20h
 
24/11 – Santa Rosa
Local: Sede da Etnia Africana de Santa Rosa (Rua Benvenuto De Conti, 370 - Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson)
Horário: 20h
 
25/11 – Alegrete
Local: Centro Cultural Adão Ortiz Houayek (Praça Oswaldo Aranha, s/n)
Hora: 20h
 
27/11 – Pelotas
Local: Bibliotheca Pública Pelotense (Praça Coronel Pedro Osório, 103)
Horário: 20h
 
28/11 – Camaquã
Local: Teatro do Sesc (Rua Marcírio Dias Longaray, 01)
Horário: 20h
 
Circuito 4 – 03 a 15 de dezembro
 
Coco de Tebei (PE)
Esse coco é praticado por um grupo de agricultores e tecelões da comunidade Olho D’Agua do Bruno, na cidade de Tacaratu, Pernambuco. As irmãs Maria Araújo, Maria Feitosa, Antônia Germana e Maria do Carmo contam que a prática do Coco de Tebei vem de gerações passadas, e com muito orgulho citam seus avós e bisavós como pessoas que ajudaram a cultivar essa tradição. Em suas memórias a dança do coco está associada à construção de casas de taipa, quando as famílias se reuniam em adjutório para “taipar” uma nova casa. O Coco de Tebei é cantado por mulheres e dançado por casais. Não utiliza instrumentos e a base rítmica é marcada pela pisada dos dançadores. A sonoridade que resulta do canto somado ao ritmo da pisada nos remete, de certa forma, a uma ritualística indígena, que se caracteriza pelo contraste de timbre entre o metal das vozes femininas e o som seco da pisada no chão, e pela ausência de nuances em cada um dos elementos.
 
O grupo é formado por pelas cantadeiras Maria do Carmo de Jesus, Nivalda Rosa Gomes do Nascimento e Maria Nazaré Nunes dos Santos e pelos dançadores José Lira dos Santos e Janaína Maria dos Santos, Edna Nivalda do Nascimento Silva e Agnaldo José da Silva, Genivaldo Lira dos Santos e Edilane dos Santos.
 
03/12 – Novo Hamburgo
Local: Auditório da FTEC (Rua Silveira Martins, 780)
Horário: 20h
 
04/12 – Canoas
Local: Casa das Artes Villa Mimosa (Av. Guilherme Schell, 6270)
Horário: 19h
 
05/12 – Montenegro
Local: Estação da Cultura - Espaço Cultural Braskem (Rua Osvaldo Aranha, 2215 – B. Ferroviário)
Horário: 15h
 
06/12 – Caxias do Sul
Local: Teatro Moinho da Estação Junto ao NAV - Ponto de Cultura Núcleo Audiovisual (Rua Coronel Flores, 810 – sala 103)
Horário: 20h
 
08/12 – Passo Fundo
Local: Sesc Passo Fundo (Av. Brasil, 30)
Horário: 20h
 
09/12 – Carazinho
Local: Teatro do Sesc Carazinho (Avenida Flores da Cunha, 1224)
Horário: 20h
 
10/12 – Ijuí
Local: Teatro do Sesc( Rua Crisanto Leite, 202)
Horário: 20h
 
11/12 – Santa Rosa
Local: Sede da Etnia Africana de Santa Rosa (Rua Benvenuto De Conti, 370 - Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson)
Horário: 20h
 
12/12 – Alegrete
Local: Centro Cultural Adão Ortiz Houayek (Praça Oswaldo Aranha, s/n)
Horário: 20h
 
14/12 – Pelotas
Local: Auditório Centro de Artes da UFPEL (Rua Álvaro Chaves, 65)
Horário: 20h
 
15/12 – Camaquã
Local: Teatro do Sesc (Rua Marcírio Dias Longaray, 01)
Horário: 20

Autor: Eduardo Dorneles
Fonte: Assessoria de comunicação e marketing SESC/RS
Autor da Foto: Divulgação SESC/RS

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