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Banalização da estética?
 
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14/11/2020

Banalização da estética?

Dr. Gabriel Magalhães aponta principais motivos que levam a reversão de procedimentos estéticos

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a procura por intervenções estéticas cresceu 390%. O aumento não é uma surpresa, visto que quase metade dos brasileiros, 51%, tem alguma insatisfação relacionada ao corpo ou ao rosto conforme demonstrou uma pesquisa com mais de 14 mil pessoas com idade entre 21 a 75 anos.

O aumento da discussão sobre o assunto, assim como a divulgação dos procedimentos na internet tem culminado na maior aceitação e procura desses tratamentos pelo público geral. “Os mais procurados são os chamados minimamente invasivos, que podem ser feitos em consultório e sem necessidade de anestesia geral ou internação, o que diminui os gastos médicos quando em comparação com cirurgias plásticas, além de ter uma recuperação mais rápida”, aponta o biomédico especializado em Estética Avançada, Gabriel Magalhães (@drgabrielmagalhaes).

Essa “facilidade” também contribui para um crescimento no número de pessoas insatisfeitas e que buscam a reversão. Outro fator apontado pelo biomédico é a não pesquisa pelo profissional adequado ao desejo do paciente, assim como expectativas irreais quanto a intervenção. Por mais tranquila que seja, ela requer um planejamento, alerta Dr. Gabriel Magalhães.

“A pessoa deve pensar acerca do motivo pelo qual quer fazê-lo, se ele faz sentido na construção de identidade que a pessoas deseja, assim como em qual profissional ele vai ser realizado. É importante ressaltar que cada médico, biomédico, dermatologista e afins tem uma forma de trabalhar e uma visão sobres os procedimentos, por isso a importância de ir em vários profissionais e escolher aquele que pondere seu desejo com os conhecidos técnicos do que fica melhor”, recomenda.

Um dos casos mais comentados quando o assunto é insatisfação quanto ao resultado é o do cantor Lucas Lucco, que um ano após fazer uma harmonização facial decidiu revertê-la. No caso dele, o procedimento foi feito pela sugestão de um profissional, que ofereceu o serviço ao cantor, que ao ponderar a facilidade do processo e o fato de já estar no consultório, decidiu fazê-lo de última hora, sem pensar necessariamente sobre as implicações que o processo culminaria.

“Eu estou aqui já na cadeira, pensei, ia ficar chato eu sair assim, indelicado, falar que não ia mais fazer, achei que ia ficar chato”, contou ele, que disse que um dos principais motivos de não ter gostado é que o resultado se distanciou muito da sua fisionomia natural, o que fez com que as pessoas percebessem. “Você se olha no espelho e não consegue enxergar os seus traços, isso é muito ruim. Abala muito a nossa autoestima. Eu não gosto das fotos do meu noivado, e é algo que vai ficar pra sempre”, relatou.

Para o cantor, o bom procedimento é aquele que traz naturalidade, pois o desejo é que as pessoas não percebam. Alinhar com o profissional foi outro ponto que ele ressaltou. “Se não tiver tudo muito alinhado, talvez o profissional coloque o gosto dele ali, pode não dar bom, que foi o meu caso. Agora estou podendo me olhar o espelho, e me sentindo bem, e ficou uma lição”, disse ele.

Os fatores citados pelo cantor não só fazem sentido, como são apontando pelo biomédico Dr. Gabriel Magalhães. Segundo ele, o paciente, ao procurar um consultório para realizar o procedimento, deve ter o pensamento de melhorar e ressaltar os próprios traços e não se transformar em uma outra pessoa — quando as linhas do rosto são alteradas de maneira muito brusca, a pessoa tende a experimentar uma perda de identidade.

“Ela não se conhece dentro daquela face, podendo afetar até mesmo a saúde emocional. Por isso, o resultado não pode ser espelhado em um famoso ou até mesmo em um filtro de Instagram como vem acontecendo. Respeitar e ouvir a opinião clínica nesse momento também é muito importante, pois ele é o profissional capacitado para dizer o que cai bem ou não no seu caso”, aponta.

No caso de intervenções como a harmonização facial, a retirada do ácido hialurônico é possível em quase 100%. “Para isso o profissional ministra uma enzima chamada hialuronidase, que é aplicada por meio de agulhas ou cânulas e dissolve as moléculas do ácido. Apesar de poder causar um inchaço no primeiro momento, o volume diminui expressivamente em ate 48 horas”, aponta. 


Autor: Redação
Fonte: MF Press Global
Autor da Foto: Divulgação / MF Press Global

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