.
 
 
Sexto dia da 99ª Conferência Internacional do Trabalho
 
Saúde RS
 
     
   

Tamanho da fonte:


08/06/2010

Sexto dia da 99ª Conferência Internacional do Trabalho

Alexandre Zanetti representa a delegação brasileira perante a OIT

Dr. Alexandre Zanetti, em Genebra, Suíça

 

O advogado da Federação dos Hospitais do Rio Grande do Sul (FEHOSUL) e Assessor Jurídico da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Dr. Alexandre Zanetti, foi escolhido para representar a delegação brasileira durante as atividades da 99ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT).

A Conferência ocorre entre os dias 1 e 18 de junho de 2010, na cidade de Genebra, Suíça. Na pauta deste ano, temas que prometem calorosas discussões e que demandam por deliberações são: objetivos estratégicos do emprego, HIV/AIDS no mundo do trabalho, abolição do trabalho infantil, etc.

Acompanhe a seguir os comentários de Alexandre Zanetti, em tempo real, relatando fatos debatidos durante esse importante encontro.

 

 

 (Clique nas fotos entre os textos para ampliá-las)

Genebra, 08 de junho – Sexto dia da 99ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT)

Renovam-se pela manhã as reuniões de costume, todas sempre apresentadas e agendadas no Boletim Diário (foto abaixo). Na reunião do Grupo de Empregadores, cada comissão ficou incumbida de fazer um relato da evolução dos trabalhos do dia anterior e dos problemas que, por ventura, se depararam.

Boletim Diário

Cada conquista, aqui, é comemorada; e, a cada avanço, surgem repercussões, uma vez que a dificuldade de negociação é acentuada pela diversidade de culturas, costumes e legislações reunidas na Conferência.

Novos relatos de problemas em relação à Comissão de Trabalhadores Domésticos ocorreram hoje. Não são apenas críticas que ouvimos aqui, há também a decepção com relação aos acontecimentos e às atitudes de algumas ONG’s e igualmente referente à impossibilidade de executar grupos de trabalho.

Assim, o trabalho é lento. Do mesmo modo, não vem sendo positivo, já tendo, inclusive, suscitado intervenção com relação a esse aspecto. Aqui, isso é chamado de falta de capacidade política. Mas os avanços são perceptíveis, sem dúvida, inclusive respectiva à definição de “trabalho doméstico”.

Na Comissão de Aplicação de Normas, o dia de ontem foi histórico, uma vez que todos os trabalhos propostos foram executados dentro do prazo estipulado para o dia. Alguns países estão com problemas de aplicação das normas da OIT, dentre eles: Camboja, Marrocos, Rússia e Uzbequistão; do mesmo modo, citou-se a falta de representação da República Dominicana.

A Comissão de HIV/AIDS também já está com a análise das emendas concluída, e agora prossegue a discussão tripartite para que integrem, ou não, o texto final da recomendação.

Ementa da Comissão de HIV/AIDS Alexandre Zanetti e Moises Toniolo de Souza da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS, Membro da Comissão HIV/AIDS, convidado pelo Governo Brasileiro

Conforme comentamos ontem, segue o texto de Emerson Casali, Gerente Executivo e Relações do Trabalho e Desenvolvimento Associativo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), sobre empresa sustentável.

Emerson Casali e Alexandre Zanetti

 

 Empresas Sustentáveis e o ambiente de negócios

Emerson Casali

Uma das principais discussões no mundo do trabalho relaciona-se ao desenvolvimento de “empresas sustentáveis”, tidas como as mais propícias ao cumprimento de suas funções sociais, entre as quais se inclui o de proporcionar “trabalho decente”. Estes seriam os dois pilares dos debates que se processam no âmbito da OIT – Organização Internacional do Trabalho.

O conceito de sustentabilidade das empresas transcende ao aspecto ambiental e abarca um conjunto de outras expectativas que a sociedade tem em torno delas. Para facilitar o entendimento, este conceito deve estar associado à expressão “responsabilidade social empresarial” que melhor identifica o que se espera de uma empresa protagonista no processo de desenvolvimento econômico e social.

Pelos entendimentos mais modernos, a empresa socialmente responsável (ISO 26000) não é a empresa que investe em projetos sociais, de caráter assistencial e que, em geral, traz dividendos de imagens. Também não se aceita mais a idéia de uma empresa paternalista para com os seus colaboradores ou para com a comunidade na qual está inserida. Por vezes, tais atitudes podem até servir para disfarçar atitudes pouco adequadas.

O conceito avançou. Hoje, uma empresa com responsabilidade social é aquela que possui uma atitude ética e transparente frente aos seus públicos de interesse (acionistas, trabalhadores, consumidores, fornecedores, meio-ambiente, comunidade, governo, entre outros). A ética afirmou-se então como o principal pilar.

Para que uma empresa possa oferecer bons produtos aos seus clientes, gerar trabalho decente para seus colaboradores (assegurando saúde e segurança e pagamento regular dos salários e direitos trabalhistas), honrar com suas obrigações fiscais”, pagar bons dividendos, investir em tecnologias mais limpas, entre outras ações importantes, é fundamental que a empresa seja lucrativa. Isto é uma condição para se conseguir atender de forma equilibrada às expectativas de todos e não comprometer sua própria existência.

Para que o desenvolvimento de “empresas sustentáveis” e a geração de empregos ocorram de forma mais efetiva, é necessário um ambiente de negócios saudável e propício ao empreendedorismo, onde as empresas consigam ser competitivas, operem com lucratividade e sejam estimuladas para investir cada vez mais.

Situações que gerem insegurança jurídica, excesso de burocracia e alta carga tributária são exemplos de elementos que deterioram o ambiente de negócios e que devem ser afastados a partir da construção de regulações inteligentes.

Sem dúvida, propor legislações sob uma ótica paternalista (especialmente na área das relações do trabalho), com a ideia de que a empresa pode arcar com qualquer custo, sem comprometer sua subsistência, é um erro que não se pode cometer ou estimular, pois impacta negativamente na promoção das “empresas sustentáveis” e do “trabalho decente”. Além disso, tende a encarecer o preço do produto final ou serviço ofertado à sociedade, tendo reflexos maiores na capacidade de consumo e na inclusão social dos mais pobres.

Por fim, há que se ter como meta que o processo de construção do ambiente de negócios deriva de complexas interações sociais, econômicas, institucionais e políticas. Como protagonista do desenvolvimento, as empresas não devem se esquivar de estar neste processo político. Participar e fortalecer suas entidades de representação é uma atitude socialmente responsável e que certamente colaborará para termos cada vez mais “empresas sustentáveis”.

O dia aqui hoje não foi lá muito agradável, nublado e com um pouco de chuva.

Abraço e até amanhã.

Alexandre Zanetti

 

 

Acompanhe também os dias anteriores

Genebra, 07 de junho – Quinto dia da 99ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT)

Final de semana em Genebra, Suíça

Genebra, 04 de junho – Quarto dia da Convenção 99ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT)

Genebra, 03 de junho – Terceiro dia da 99ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT)

Genebra, 02 de junho – Segundo dia da 99ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT)

Genebra, 01 de junho – Primeiro dia da 99ª Conferência Internacional do Trabalho (CIT)

 

 

 


Autor: Alexandre Zanetti e Equipe SIS.Saúde
Fonte: 99ª Reunião da Conferência da Organização Mundial de Trabalho

Imprimir Enviar link

Solicite aqui um artigo ou algum assunto de seu interesse!

Confira Também as Últimas Notícias abaixo!

 
 
 
 
 
 
 
Facebook
 
     
 
 
 
 
 
Newsletter
 
     
 
Cadastre seu email.
 
 
 
 
Interatividade
 
     
 

                         

 
 
.

SIS.SAÚDE - Sistema de Informação em Saúde - Brasil - R. Dr. Flores, 263 - cj 1101- Centro Porto Alegre - RS, 90020-120
O SIS.Saúde tem o propósito de prestar informações em saúde, não é um hospital ou clínica.
Não atendemos pacientes e não fornecemos tratamentos.
Administração do site e-mail: mappel@sissaude.com.br. (51) 2160-6581