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Case do HMD no tratamento de resíduos químicos
 
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06/10/2010

Case do HMD no tratamento de resíduos químicos

Apresentação ocorreu durante o II Fórum Regional de Resíduos dos Serviços de Saúde

Durante o II Fórum Regional de Resíduos dos Serviços de Saúde, promovido pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), através do Comitê de Resíduos Hospitalares, a técnica em segurança do trabalho do Hospital Mãe de Deus, Dalgisa Benetti, apresentou o case "Gerenciamento de Resíduos Químicos no HMD”.

Contexto do II Fórum Regional de Resíduos dos Serviços de Saúde

A preocupação com o fomento de novos caminhos para reciclagem de materiais nobres procedentes de instituições hospitalares aliado à sua missão institucional de aperfeiçoamento contínuo visando à melhoria do conhecimento e das práticas em saúde, fez com que o Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre realizasse, já em 2007, a primeira edição do Fórum.

Na edição de 2010, o foco do Fórum voltou-se à questão dos Resíduos Químicos, uma vez que gerenciamento adequado destes resíduos está relacionado às boas práticas internacionalmente difundidas. Esse processo de gerenciamento implica em um manejo adequado, segregação, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos ocasionados da atividade hospitalar. Portanto, o II Fórum Regional de Resíduos dos Serviços de Saúde se configura como um espaço de aprendizado e troca de experiências, expondo ao mesmo tempo as últimas questões em termos de legislação como as novidades em termos de práticas e processos.




Resíduos Químicos: O case do Hospital Mãe de Deus

Dezenas de participantes do II Fórum Regional de Resíduos dos Serviços de Saúde tiveram a oportunidade de assistir ao case do Hospital Mãe de Deus sobre gerenciamento de resíduos. Dalgisa Benetti, que atualmente coordena o serviço de segurança do trabalho do HMD e é graduanda em engenharia ambiental, pontuou que a gestão de resíduos hospitalares foi e continua sendo uma questão muito complexa, que desafia gestores hospitalares a décadas.

A especialista comentou que as instituições enfrentam hoje, em praticamente todos os segmentos da economia, um desafio com a sustentabilidade ambiental. Em seu entendimento, isso significa que “é preciso uma atuação comprometida com o paciente, com o trabalho assistencial, mas também com os diversos stakeholders envolvidos, como funcionários, colaboradores e a sociedade em geral”.

E prossegue “no Hospital Mãe de Deus, a preocupação constante com iniciativas que conduzam a uma ação mais sustentável, aliada a excelência na prestação de serviços de saúde, é assunto permanente e prioritário”. Assim, entende-se que o negócio do hospital está inevitavelmente atrelado aos interesses da sociedade, o que conduz a uma ação sistêmica.

Parcerias são a chave do sucesso


Para Adalgisa, o sucesso alcançado pelo HMD no gerenciamento de resíduos químicos passa por um esforço conjunto que envolve desde a alta direção até colaboradores, inclusive externos ao quadro de funcionários. Ao descrever o processo de instalação de um programa unificado de gerenciamento, a especialista salienta a importância que parcerias estratégicas assumem para a consecução eficaz de um projeto tão complexo.

Dentre essas parcerias, a palestrante cita acordos com empresas públicas e privadas. Destas, pontuou a cooperação entre o HMD e o banco Santander, que dispôs de suas caixas coletoras de pilhas em espaços privilegiados dentro da instituição. Além disso, fornecedores de materiais essenciais, como lâmpadas e similares, foram procurados pelo HMD para que fossem recolhidos periodicamente os materiais que já não estavam em condições de uso na instituição.

Reagentes de laboratórios com data próxima ao vencimento não param no lixo ou na rede pública de esgotos. O Hospital Mãe de Deus desenvolveu parceria com a Faculdade de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que recebe esse material para ser usado em aulas práticas, contribuindo, inclusive, na formação de futuros químicos no Rio Grande do Sul. Caso a Faculdade não possua, a priori, uso específico para determinado produto, o HMD envia para tratamento especializado.

Além disso, Adalgisa pontuou que a centralização do gerenciamento é fundamental para que seja possível um monitoramento contínuo do uso de produtos químicos dentro da instituição. Para tanto, o HMD envolveu o enfermeiro chefe do Centro de Materiais em uma atividade de levantamento completo das demandas por produtos químicos potencialmente perigosos, em todos os segmentos da instituição. “O segundo passo consistiu em centralizar todos os processos que envolvem o uso dessas substâncias no Centro de Materiais, o que facilitou o controle do uso inadequado de produtos em espaços distintos dentro da instituição”, conclui.

 

 


Autor: SIS.Saúde
Fonte: SIS.Saúde

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