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Pediatras da Sociedade de Pediatria do RS alertam para importância do diagnóstico precoce

O número de casos de apendicite em crianças pode ser muito maior do que se imagina e exigem uma atenção por parte dos médicos e dos pais, já que a identificação do problema cedo, ajuda a reduzir riscos futuros. Em uma das principais emergências do estado, no Hospital Conceição, por exemplo, chegam a ser registrados de quatro a cinco cirurgias por dia.

- Recebemos muitos casos nos quais a criança recebeu um diagnóstico atrasado. Por isso, há um número tão alto de cirurgias de emergência. Esse atraso ocorre por alguns fatores, como, por exemplo, os pais não perceberem a gravidade do problema quando o filho reclama de dor abdominal. Em muitas situações, a criança é muito pequena e não consegue informar o motivo do choro. Quando está bem e, de repente, sem nenhum motivo aparente, apresenta dor na barriga, é essencial que sejam levados o mais rápido possível ao médico pediatra - explica o cirurgião pediátrico associado da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), João Vicente Bassols.

O pediatra lembra que não existe uma forma de prevenir a apendicite. Então, quanto antes o diagnóstico foi feito, melhor será o tratamento.

- A apendicite ainda mata. Então, tem que estar atento aos sintomas e às dores abdominais. Um exame clínico, no consultório, já consegue descobrir o problema. Os exames de imagem servem como complementares. Os casos não tratados podem se tornar complicados, com riscos de peritonite e até infecção generalizada - afirma.

O médico associado da SPRS e coordenador da Emergência Pediátrica do Hospital Santo Antônio, Cristiano do Amaral de Leon, destacou que a queixa de dor abdominal é comum nos consultórios, dificultando o diagnóstico. Segundo ele, a dor abdominal pode ter uma gravidade maior do que os pais imaginam, precisando de intervenção cirúrgica. Ressaltou ainda a importância do papel do médico no diagnóstico que pode ser feito, em muitos casos, através do relato aprofundado e conversa do médico com os pacientes, evitando que sejam encaminhados diretamente para realização de exames de imagens.  


Autor: Mariana da Rosa
Fonte: Play Press

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