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A doença afeta principalmente o nariz e os seios paranasais e pode ser provocada pelo vírus influenza, semelhante à gripe

O frio e a umidade não trazem apenas gripes e resfriados. A sinusite, doença caracterizada por uma inflamação dos seios paranasais, aumenta com a variação de temperatura. Geralmente, 90% dos casos são causados por vírus, inclusive o influenza. O mal é bastante comum durante crises de gripe, mas também surge com o desenvolvimento de bactérias nas secreções nasais.

Segundo Renato Roithmann, coordenador do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Universitário de Canoas, administrado pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP), a sinusite tem cura. Chamada pelos especialistas de Rinossinusite, o médico ressalta que “o tratamento clínico resolve a maioria dos casos agudos e consiste em lavagens nasais com soluções salinas (água + sal), analgésicos comuns e descongestionantes”.

Roithmann destaca que os principais sintomas são o surgimento de secreções nasais espessas e amareladas, acompanhadas de peso ou pressão no rosto. “No entanto, outros fatores como dor de cabeça, dor de garganta, alteração no olfato, dificuldade de respirar e tosse também podem ser caraterísticas da doença”, explica.

O especialista esclarece que o diagnóstico é feito pela análise da evolução do quadro e pelo exame físico. “É realizado um exame completo da cavidade nasal por meio de um equipamento chamado endoscópio. Isto ajuda muito, em especial, nos casos mais resistentes, recorrentes ou crônicos”, diz Roithmann.

Para aliviar os sintomas, recomenda-se a realização de lavagens nasais com solução de água, sal e bicarbonato de sódio, uso de analgésicos e descongestionantes. “Porém, devemos sempre alertar que descongestionantes na forma de gotas podem gerar dependência e agravar o quadro se utilizados por mais do que cinco dias, por isto, antes de se automedicar, procure orientação médica”, enfatiza o médico.


Autor: Valeria Pereira
Fonte: Camejo

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