Em maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.023/2026, que traz as regras a respeito da rotulagem, dispensação, enquadramento de produtos e da atividade de exportação de produtos e insumos farmacêuticos ativos (IFAs) de cannabis medicinal produzidos no Brasil.?Segundo a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, trata-se de um passo importante para o Brasil na construção do ecossistema de cannabis medicinal. A decisão da Anvisa de permitir a exportação de insumos e produtos à base de cannabis produzidos no país não é só mais uma mudança regulatória, mas mostra a evolução de forma mais estruturada como cadeia.
Por se tratar do setor de saúde e ser uma novidade para os produtores nacionais, é preciso saber como esse mercado vai se organizar daqui para frente. Como garantir rastreabilidade, consistência de dados, integração entre os elos da cadeia e, principalmente, confiança. É um movimento que conecta pesquisa, produção, indústria e, no fim, o que realmente importa: o paciente. Nasce um ecossistema que deve ser estruturado desde o início para que não ocorram erros como fragmentação de informação, falta de padrão, dificuldade de integração.
O padrão GS1 mais usado para identificação de itens de medicamentos, insumos e instrumentos da área da saúde é o Datamatrix, um código 2D que pode ser impresso em qualquer dimensão nas embalagens e instrumentos. Com esse padrão, as empresas podem estruturar toda a cadeia envolvendo a cannabis com mais segurança, transparência, conformidade regulatória e eficiência. O Brasil tem uma grande oportunidade de crescer de forma organizada ao adotar padrões globais utilizados nos principais mercados do mundo desde o início. Começar estruturado hoje é o que permitirá um mercado mais confiável, sustentável e preparado para o futuro.
Rastreabilidade
Como em toda operação comercial, a capacidade de um sistema identificar o histórico do produto ao atestar sua procedência é item obrigatório. A rastreabilidade funciona é o registro que organiza informações essenciais sobre o produto, reúne dados sobre produção, processamento, transporte e distribuição. É um caminho de mão dupla da informação, que pode ser consultada desde a origem até o consumidor ou paciente, e vice-versa. Rastreabilidade é uma exigência no mercado internacional e significa construir confiança, o que se transforma num diferencial entre crescer de forma sustentável ou enfrentar limites estruturais no longo prazo.
O padrão Datamatrix e outros da GS1 formam uma linguagem uniforme em sistemas de automação reconhecida em mais de 150 países. No Brasil, a GS1 é representada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.
Sobre a Associação Brasileira de Automação - GS1 Brasil
A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil é uma organização multissetorial sem fins lucrativos que atua no país desde 1983. Seu principal propósito é promover mais eficiência e sustentabilidade para os negócios, ao mesmo tempo em que contribui para a segurança e a qualidade de vida da sociedade. Embora seja amplamente reconhecida por atribuir o código de barras presente nas embalagens de produtos, a entidade impulsiona a automação e a padronização de processos, desempenhando um papel essencial no funcionamento da cadeia de abastecimento e no desenvolvimento socioeconômico.
Para os consumidores, os benefícios incluem segurança, transparência nas informações dos produtos, agilidade nas compras e maior interação com fabricantes por meio do QR Code Padrão GS1. A GS1 Brasil conta com mais de 60 mil empresas associadas, que representam 38% do PIB e 14% dos empregos formais e atua em mais de 40 setores da economia, além de fortalecer o relacionamento comercial e a competitividade das empresas. Mais informações aqui.