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Amamentação cruzada é condenada pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde

A prática da mãe de leite ou de amamentar um bebê que não é filho biológico pode transmitir uma série de doenças, inclusive Aids e hepatite

06/08/2019 Maria Emilia Silveira Fonte: AGÊNCIA SOUK Compartilhar:
Amamentação cruzada é condenada pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde

Sabe aquela história da mãe que não tem leite e deixa outra mãe amamentar o seu bebê? O gesto, que parece inofensivo e repleto de boas intenções, na verdade é uma prática contraindicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. A amamentação cruzada, quando uma mulher amamenta uma criança que não é seu filho biológico, pode transmitir dezenas de doenças infectocontagiosas, incluindo a Aids e a Hepatite B ou C.

“Amamentação cruzada parece um gesto lindo de acolhimento e confiança, mas nem tudo é o que parece. O leite materno é repleto de anticorpos específicos, ou seja, o melhor leite para cada bebê é de sua mãe. Leite fraco é um mito”, conta a obstetra Juliana de Biagi, do Plunes Centro Médico.

Mesmo que a “mãe de leite” seja conhecida e de extrema confiança, a amamentação cruzada é desaconselhada e o ideal é que a mãe ou os familiares busquem um banco de leite, local onde as doações de leite materno passam por um processo de pasteurização e eliminação de qualquer doença.

Em Curitiba as mães podem procurar o Banco de Leite Humano do Hospital de Clínicas ou o Banco de Leite Humano do Hospital Evangélico Mackenzie, ambos integram a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, uma iniciativa do Ministério da Saúde e Fundação Oswaldo Cruz que tem como objetivo promover, proteger e apoiar o aleitamento materno com qualidade certificada contribuindo também para a diminuição dos índices de mortalidade infantil no município.

“A amamentação cruzada já foi exibida de forma romantizada quando os órgãos de regulamentação da medicina não condenavam a prática, mas pode ser extremamente nociva para o bebê”, detalha a especialista.

A obstetra enfatiza a recomendação de que apenas a mãe deve amamentar a criança. “Os bancos de leite são de extrema confiança e um apoio importante para as mães que por alguma circunstância não podem amamentar. São seguros, confiáveis e o cadastro, tanto para a doação como para o recebimento, são tranquilos e rápidos”, diz.

O leite humano doado aos Bancos de Leites passa por rigoroso processo de seleção, com avaliação dos frascos, acidez do leite e valor calórico, quando segue para Classificação e Pasteurização após o resultado dos exames laboratoriais com qualidade Certificada pela Anvisa. 

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