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Obesidade e estresse podem influenciar na deficiência de testosterona em homens jovens

Confira informações relevantes a respeito

25/10/2019 Redação Fonte: Naves Coelho Comunicação Compartilhar:
Obesidade e estresse podem influenciar na deficiência de testosterona em homens jovens
Foto: Freepik

A partir dos 30 anos, os homens apresentam uma queda natural da quantidade de testosterona em seus corpos, mas isso não quer dizer que os mesmos estejam passando por um quadro de deficiência. No entanto, por mais que a deficiência de testosterona seja identificada e diagnosticada, na maioria das vezes, em homens a partir dos 55 anos, atualmente tem sido observado o aumento da ocorrência deste problema dentre homens mais jovens.

O médico generalista e diretor da Clínica Penchel, Lucas Penchel, apresentou em setembro, o seu estudo sobre o tema no XXIII Congresso Brasileiro de Nutrologia em São Paulo. Em sua tese que também foi exposta em Sorbonne, na França, no ano passado, o médico estudou pacientes de sua clínica no ano de 2017, com idades entre 19 e 55 anos. “Com os dados levantados, pude observar que a deficiência de testosterona no homem jovem teve como principais motivos a obesidade, estresse e sedentarismo. Isso é muito grave, pois mostra como os nossos hábitos podem influenciar diretamente na queda do hormônio”, afirma.

Todo homem passará pela queda da testosterona no organismo. No entanto, alguns fatores externos podem acelerar este processo. “Sua desregulagem pode causar a diminuição da libido, redução da fertilidade, ganho de peso, perda de massa óssea e muscular, risco de diabetes e depressão. Como cada organismo pode reagir de uma maneira singular, é preciso ficar atento ao aparecimento de três ou mais sintomas da disfunção e procurar a ajuda médica”, orienta.

Caso o diagnóstico seja positivo, será necessário se submeter à terapia de reposição de testosterona (TRT). " O tratamento é bastante simples. Hoje, já existem várias formas de repor esse hormônio em baixa. As terapêuticas podem variar entre injeções intramusculares ou subcutâneas, adesivos e até mesmo gel. Ainda é necessário manter o acompanhamento com um profissional qualificado e realizar exames laboratoriais periodicamente. Com a realização adequada do tratamento, rapidamente, os pacientes já conseguem apresentar respostas positivas”, conta.

O médico explica que as formas de tratamento variam de acordo com a necessidade e quantidade de cada paciente. Ele ainda chama a atenção para a importância da resolução da causa dessa deficiência. “Se o problema for a obesidade, é preciso incluir na rotina exercícios físicos e uma alimentação mais saudável e balanceada. Já se o gatilho for o estresse, cabe ao paciente adotar em sua prática habitual, medidas que abrandem a sua exaustão”, conclui Penchel. 

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