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Hospital de Clínicas de Porto Alegre reduz em 60% o tempo de espera na Emergência

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) diminuiu o tempo de permanência do paciente na Emergência de 120h para 48h, em 14 meses

11/02/2020 Elstor Hanzen Fonte: Coordenadoria de Comunicação HCPA Compartilhar:
Hospital de Clínicas de Porto Alegre reduz em 60% o tempo de espera na Emergência
Foto: Divulgação

Em novembro de 2018, devido à superlotação, a espera de quem precisava ser hospitalizado chegava a cinco dias. No final de 2019, esse tempo reduziu para até dois dias, uma queda de 60%. No mesmo período, a Emergência-HCPA também diminuiu a lotação média da unidade de 112 para 68 pessoas por dia. Os resultados foram obtidos pelo trabalho de equipe que utilizou o instrumento de administração Lean nas Emergências, uma iniciativa do Ministério da Saúde por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), executado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.

“Isso é consequência das mudanças no acolhimento do paciente, rapidez nas internações, agilidade nas altas e nos exames”, explica a adjunta clínica da Diretoria Médica, Beatriz Schaan. O HCPA aderiu ao programa em novembro de 2018, diagnosticando as dificuldades do seu processo e treinando as equipes assistenciais num novo fluxo de trabalho. A implementação do novo modelo de gestão ocorreu em março de 2019. “A filosofia Lean surgiu da indústria automobilística. Ela busca alta qualidade no menor prazo, com o menor custo, por meio da eliminação do desperdício”, lembra. Um exemplo é acabar com a espera que não contribui para o tratamento do paciente, como a demora na liberação de um exame.

Os principais resultados foram apresentados em janeiro deste ano. “A meta é garantir que a Emergência cumpra seu verdadeiro papel, recebendo pacientes graves e de alta complexidade e evitando a superlotação, que coloca em risco a qualidade e a segurança do atendimento”, explica o chefe do Serviço de Emergência do Clínicas, João Carlos Santana. A redução da lotação se deve, principalmente, a melhorias no uso dos recursos humanos, espaços e insumos. “Apesar de já ter sido uma rotina bastante comum, atualmente, nenhum profissional de saúde pode ver a presença de pacientes em macas nos corredores como uma situação normal”, alerta Santana. Hoje o tempo que o médico leva para decidir se o paciente deve ser internado ou não é de até 6h, correspondendo a uma redução de 80%, em relação ao período anterior ao Lean. “Esse é apenas um passo inicial. O trabalho de vigilância para manter a qualidade dos serviços tem que ser permanente”, enfatiza o chefe do Serviço de Emergência.

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