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Grandes redes de farmácias têm maior crescimento desde 2011

Avanço no faturamento do ano passado foi de 16,04%

08/02/2022 Leandro Luize <scritta@comuniquese1.com.br> Fonte: Assessoria de Imprensa Compartilhar:
Grandes redes de farmácias têm maior crescimento desde 2011
Foto: Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma: “Farmáciaconsolidaram-se como polos de atenção primária à população”

O grande varejo farmacêutico nacional consolidou sua posição de destaque na economia nacional ao encerrar 2021 com faturamento acima de R$ 67,5 bilhões, valor 16,04% superior ao de 2020. Segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que integra as 26 maiores empresas do setor no país, trata-se do maior avanço percentual desde 2011, quando o crescimento foi de 19,4%.

Como parâmetro, as grandes redes tiveram incremento de 11,14% e 8,8% nos dois anos anteriores. “A pandemia acelerou a inovação digital e a relevância das farmácias como polos de atenção primária em saúde. Mas a transformação do segmento com foco na assistência farmacêutica e em uma jornada de consumo mais amigável e multicanal já vêm fundamentando nossas operações ao longo dos últimos anos”, avalia Sérgio Mena Barreto, CEO da entidade.

Os medicamentos responderam por 68% do volume comercializado e somaram faturamento de R$ 46,17 bilhões – 17,02% a mais do que em 2020. Mas o maior destaque ficou por conta dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Com receita de R$ 13,05 bilhões, a categoria foi a que mais cresceu em percentual – 22,89%.

“Os brasileiros incorporaram, definitivamente, os MIPs à sua cesta de compras, especialmente pela crescente preocupação com a imunidade. Isso demonstra também um consumidor mais maduro e atento ao autocuidado”, enfatiza Barreto.

Abrafarma
Sérgio Mena Barreto

A operação de delivery e e-commerce segue em ascensão consistente e o movimento ultrapassou R$ 2,78 bilhões, o que corresponde a uma alta de 56,77% no período. Já os chamados não medicamentos, que contemplam itens de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria, geraram R$ 21,37 bilhões – avanço de 14,03%.

Maior tíquete médio

O consumidor das farmácias possibilitou ainda uma expressiva evolução no tíquete médio, que saltou de R$ 65,78 para R$ 71,88. “O cliente de hoje encontrou no varejo farmacêutico um canal realmente capaz de satisfazê-lo em todas as suas necessidades de saúde, bem-estar e conveniência. Tanto que reforçamos a operação online, mas sem deixar de lado o investimento na maior capilaridade física”, contextualiza Barreto.

O aumento no volume de lojas endossa esse comentário. O setor terminou o ano passado com 8.921 pontos de venda em 100% dos estados brasileiros e no Distrito Federal. O contingente de funcionários e colaboradores passou de 134,9 mil para 144,2 mil.

As 26 maiores redes do Brasil detêm um market share de 45% do setor, embora representem apenas 10% das mais de 85 mil farmácias atuantes no país.

Comparativo

Sobre a Abrafarma

Fundada em 1991, a Abrafarma reúne as 26 maiores redes de farmácias do país, que contam com mais de 8,9 mil farmácias em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. As redes associadas representam cerca de 45% das vendas de medicamentos no país. A associação tem como objetivo o aprimoramento das empresas filiadas, a preservação da imagem institucional, o relacionamento com entidades públicas, governo e fornecedores, além de apoio jurídico e pesquisa de mercado para o aperfeiçoamento das atividades.

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