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Fecomércio-RS divulga Mapa do Emprego 2022

Um raio X do mercado de trabalho formal no Rio Grande do Sul

08/04/2022 Redação Fonte: Assessoria de Comunicação Fecomércio-RS Compartilhar:
Fecomércio-RS divulga Mapa do Emprego 2022

Um raio X do mercado de trabalho formal no Rio Grande do Sul: do perfil do trabalhador às atividades que mais empregam pelos dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2020 – registro anual mais recente disponível que permite uma caracterização detalhada do mercado de trabalho formal no país. É a 11ª edição do Mapa do Emprego, elaborado pela Fecomércio-RS, que desde a 9ª edição está disponível como ferramenta interativa, em que os usuários podem ter uma visão mais ampla e completa do perfil do emprego no estado gaúcho. A ferramenta é apresentada em duas versões: uma de acesso universal e uma exclusiva para os sindicatos associados. Na aversão de acesso geral, o usuário poderá ter informações do perfil do emprego formal do Estado em duas dimensões geográficas, corede e município, e em três dimensões de atividade econômica (seção CNAE 2.0, divisão CNAE 2.0 e classe 2.0); na versão para os sindicatos associados, além dessas informações, estão disponíveis os dados relativos aos estabelecimentos.   

Atividades econômicas que mais empregam no RS  

O Mapa destaca as atividades econômicas, por divisão CNAE 2.0., que mais empregam no Estado segundo a RAIS. Administração Pública, defesa e seguridade social aparece em primeiro lugar, sendo responsável por 435.199 dos empregos formais (15,43%). O Comércio varejista, que antes da pandemia ocupava a primeira colocação, aparece agora em segundo lugar, sendo responsável por 432.189 dos empregos formais (15,32%). Em terceiro, aparecem as Atividades de atenção à saúde humana, com 158.615 empregos (5,62%). 

Perfil do trabalhador gaúcho  

Conforme os dados apresentados no Mapa, em 2020, o Rio Grande do Sul apresentou 2.820.968 empregos formais. Na economia gaúcha, a maior parte dos vínculos formais era ocupado por homens (53,8%), sendo a idade média dos trabalhadores de 38,1 anos. A pirâmide etária gaúcha mostra que 29,2% dos vínculos formais eram de pessoas com idade entre 30 e 39 anos, sendo que os trabalhadores com mais de 40 anos respondiam por 42,7% do total de vínculos formais. Quanto à escolaridade média, 44,5% apresentavam Ensino Médio Completo, mas 10,6% ainda eram analfabetos ou tinham apenas Ensino Fundamental Incompleto.  

Em termos médios, o tempo de vínculo era de 73,9 meses e a rotatividade, excluindo os estatutários, foi de 44,0%, comparando o fluxo de contratações e desligamentos de trabalhadores entre os anos de 2019 e 2020. Quanto à remuneração, em média na economia gaúcha, o rendimento foi de R$ 2.893,69 em 2020. Os dados mostram também que as empresas optantes do Simples Nacional responderam por 21,83% do emprego formal em 2020.  

Análise regional  

Segundo o Mapa do Emprego, em 2020, os três maiores coredes (Conselhos Regionais de Desenvolvimento) do Rio Grande do Sul eram Metropolitano Delta do Jacuí, Vale do Rio dos Sinos e Serra. Juntas, as regiões somaram 1.486.083 vínculos formais, o que representa 52,7% do total do emprego do Estado. O levantamento também aponta as três divisões CNAE 2.0 que detinham o maior número de vínculos nesse recorte regional: Administração pública, defesa e seguridade social – 238.047 empregos (16,02%); Comércio varejista – 188.901 empregos (12,71%); e Atividades de atenção à saúde humana – 92.336 empregos (6,21%). A maior parte desses postos de trabalho foi ocupada por homens (53,1%) e a idade média dos trabalhadores era de 38,6 anos. Em termos médios, o tempo de vínculo era de 76,6 meses e a taxa de rotatividade foi de 41,7%. Quanto à remuneração, em média, o rendimento foi de R$ 3.331,22, sendo que, em média, os homens receberam R$ 3.610,69 e as mulheres, R$ 3.015,01.  

Em primeiro lugar, o corede Metropolitano Delta do Jacuí registrou 831.329 empregos formais. As cidades que mais empregaram foram Porto Alegre, com 651.683 empregos, Gravataí, com 51.672 empregos, e Cachoeirinha, com 36.247 empregos. As divisões CNAE 2.0 que mais empregaram foram Administração pública, defesa e seguridade social – 189.083 empregos (22,74%); Comércio Varejista – 103.290 empregos (12,42%); e Atividades de atenção à saúde humana – 63.023 empregos (7,58%). No que diz respeito ao perfil da força de trabalho, 51,8% eram do sexo masculino e a idade média dos trabalhadores era de 39,7 anos. Em termos médios, o tempo de vínculo era de 86,7 meses e a taxa de rotatividade foi de 39,1%. Quanto à remuneração, em média, o rendimento foi de R$ 3.850,24, sendo que, em média, os homens receberam R$ 4.194,00 e as mulheres, R$ 3.481,09.  

Em segundo lugar, o corede Vale do Rio dos Sinos contemplou 338.239 empregos formais. As cidades que mais empregaram foram Canoas, com 77.825 empregos, Novo Hamburgo, com 66.491 empregos, e São Leopoldo, com 56.924 empregos. Entre as divisões CNAE 2.0, a atividade que mais empregou foi o Comércio varejista – 49.026 vínculos (14,49%) – seguido por Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados – 34.421 empregos (10,18%) – e Administração Pública, defesa e seguridade social – 28.409 empregos (8,40%). A maior parte desses postos de trabalho foi ocupada por homens (54,9%) e a idade média dos trabalhadores era de 37,3 anos. Em termos médios, o tempo de vínculo era de 60,8 meses e a taxa de rotatividade foi de 46,0%. Quanto à remuneração, em média, o rendimento foi de R$ 2.604,58, sendo que, em média, os homens receberam R$ 2.814,76 e as mulheres, R$ 2.348,23.  

Em terceiro lugar, o corede Serra contabilizou 316.515 empregos formais. As cidades que mais empregaram foram Caxias do Sul, com 152.409 empregos, Bento Gonçalves, com 43.594 empregos, e Farroupilha, com 25.166 empregos. As divisões CNAE 2.0 que mais empregaram foram o Comércio varejista – 36.585 empregos (11,56%); Fabricação de produtos de metal, exceto máquina e equipamentos – 20.778 empregos (6,56%); e Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias – 20.669 empregos (6,53%). A maior parte dos vínculos eram do sexo masculino (54,5%) e a idade média dos trabalhadores era de 36,9 anos. Em termos médios, o tempo de vínculo era de 67,1 meses e a taxa de rotatividade foi de 43,4%. Quanto à remuneração, em média, o rendimento foi de R$ 2.744,52, sendo que, em média, os homens receberam R$ 3.012,78 e as mulheres, R$ 2.422,98.  

Os demais coredes, juntos, somaram 1.334.885 empregos formais, o que correspondeu a 47,3% do total do emprego do Estado. Nesse recorte, a divisão CNAE 2.0. Comércio varejista detinha o maior número de vínculos (18,23%) – 243.288 empregos; Administração pública, defesa e seguridade social vinha em segundo lugar com 14,77% do total – 197.152 empregos; e Fabricação de produtos alimentícios em terceiro (7,98%) – 106.558 empregos. A maior parte dos postos de trabalho foi ocupada por homens (54,6%) e a idade média dos trabalhadores era de 37,5 anos. Em termos médios, o tempo de vínculo era de 70,9 meses e a taxa de rotatividade foi de 46,5%. Quanto à remuneração, em média, o rendimento foi de R$ 2.406,60, sendo que, em média, os homens receberam R$ 2.540,74 e as mulheres, R$ 2.245,47.  

Ao utilizar o Mapa do Emprego 2022, os usuários poderão acessar informações como número de vínculos, perfil de gênero, etário e educacional dos trabalhadores, salários médios, tempos médios de vínculo, rotatividade, número de vínculos por porte do estabelecimento contratante, por tipo de contrato e por enquadramento tributário do contratante. Todas as informações podem ser acessadas de acordo com a seleção do usuário por atividade econômica e por recorte geográfico (corede ou município).

Para conhecer o Mapa do Emprego, clique aqui.

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