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Imunoterapia: novo aliado para tratamento do câncer de mama

Indicação é para o subtipo mais agressivo, de incidência maior em jovens

31/10/2022 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa da Oncoclínicas RS Compartilhar:
Imunoterapia: novo aliado para tratamento do câncer de mama
Foto: Divulgação

O câncer de mama não é uma doença única e sim um conjunto de diferentes subtipos e as particularidades da doença de cada paciente explicam a diferença da abordagem de tratamento de cada uma delas. É por isso duas que pacientes com câncer de mama não recebem necessariamente o mesmo plano terapêutico. "Um destes subtipos, chamado de tumor triplo negativo (pela ausência da expressão de receptores hormonais e da proteína HER2) totaliza em torno de 10 a 15% dos cânceres diagnosticados. Considerado o subtipo de tumor mais agressivo, de incidência maior em pacientes jovens, a única forma de tratamento sistêmico aprovada, além da cirurgia e da radioterapia (quando indicada) era a quimioterapia", explica o oncologista Leonardo Schmidt, da Oncoclínicas RS.

No entanto, este panorama vem mudando com o advento da imunoterepia, um tipo de tratamento que potencializa a sistema imune da própria paciente a combater o tumor. Já utilizada, há alguns anos, no tratamento do câncer de pulmão, melanoma e bexiga, entre outros, recentemente teve a aprovação no Brasil para o câncer de mama. O oncologista explica que as aprovações vieram em dois contextos bastante distintos da doença. "A primeira, na doença inicial, quando realizamos quimioterapia neoadjuvante (assim chamada quando o tratamento é feito antes a cirurgia) com dados importantes na redução e até desaparecimento completo da neoplasia no momento da cirurgia. Estes resultados são muito animadores, pois é um preditor importante da chance de cura das pacientes".

O segundo contexto é o da doença avançada, quando a neoplasia já está em fase metastática. Neste cenário, a imunoterapia mostrou dados de aumento da sobrevida das pacientes quando expostas ao tratamento e, em uma parcela delas, respostas sustentadas que levam os especialistas a questionar se não estão potencialmente curando uma população que até pouco atrás era considerada incurável.

Mas, mesmo com os resultados alcançados, o Dr. Schmidt destaca que algumas barreiras permanecem e é fundamental que a sociedade possa discutir a respeito delas. "O custo e o acesso são as principais delas. Atualmente, este tratamento está disponível apenas no setor privado, o que impede a maior parte das mulheres de receber esta ferramenta tão importante no tratamento do câncer de mama no Brasil". 

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