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No Mês da Prematuridade, projeto Amor na Lata do Hospital Moinhos de Vento passa a ser semanal

Atividade na Estufa Agrícola proporciona momentos de contato com a natureza e incentiva mães e pais de bebês prematuros a fazerem lembrancinhas com suculentas

08/11/2022 Redação Fonte: Moinhos Critério <moinhos@criterio.com.br> Compartilhar:
No Mês da Prematuridade, projeto Amor na Lata do Hospital Moinhos de Vento passa a ser semanal
Foto: Leonardo Lenskij

Após o nascimento de um filho, toda mãe sonha em levá-lo para casa o mais breve possível. E nos casos em que é necessário permanecer mais tempo do que o previsto no hospital, em uma UTI Neonatal? É a partir desse contexto que o Hospital Moinhos de Vento elaborou uma ação que visa ressignificar esse período, proporcionando um momento de descontração enquanto os pais acompanham seus pequenos até o tão aguardado dia da alta. No Mês da Prematuridade, a instituição realizou a segunda edição do projeto Amor na Lata, nesta terça-feira (8), e anunciou que a ação passa a ser feita semanalmente.

Na Estufa Agrícola do Hospital Moinhos de Vento, um grupo de mães e pais, acompanhados dos médicos, equipe assistencial e da gestão ambiental, prepararam vasos feitos a partir de latas de leite descartadas e triadas na Central de Transformação de Resíduos. Nelas, foram plantadas suculentas cultivadas no local, utilizando a terra preparada na composteira natural do bosque da instituição.As famílias, além de plantar suas próprias suculentas, fazem novas mudas para os próximos pais que devem passar pela UTI Neonatal. A ideia é proporcionar um momento de integração, contato com a natureza e uma lembrança para todas as famílias de bebês em terapia intensiva.

A chefe do Serviço de Neonatologia do Hospital Moinhos de Vento, Desiree de Freitas Valle Volkmer, destacou o significado e o porquê da escolha da planta. "As suculentas são plantas que ao cair uma pétala na terra, elas criam novas raízes e disso nascem novas mudas. Aqui podemos dizer que é o berçário de suculentas e que carrega consigo o sentido do renascimento", ressalta.

"O que mais me encanta neste projeto é o simbolismo que ele propõe. A transformação, o crescimento e a entrega para as famílias – feita por e para elas. É esta a história que acontece dentro de uma UTI Neonatal: transformar algo muito pequeno, quase uma semente, num lindo bebê. É mágico e muito estimulante para nós da equipe", frisa a coordenadora assistencial das áreas materno-infantil, Andreia Amorim.

Momento de respiro

A ação proporciona aos pais uma espécie de 'respiro' em meio às preocupações diárias, saindo um pouco do ambiente interno do hospital e tendo contato com a natureza no Solar do Colaborador, onde está localizada a Estufa. Hoje, são 19 bebês internados na UTI Neonatal.

Bruna Dias Machado é mãe da a Sofia, que nasceu com 34 semanas e está com 14 dias. Ela afirmou que a ação muda o conceito que temos de UTI. "Tô achando sensacional essa experiência. Tira aquela tensão porque a gente vem pra cá e consegue plantar, consegue rir e interagir com as médicas e enfermeiras que estão cuidando dos nossos bebês", enfatiza.

Além de proporcionar uma nova experiência para as famílias, o projeto também colabora com o propósito sustentável da instituição. O gestor ambiental Rogério Almeida da Silva lembra que, por meio da Central de Transformação de Resíduos, o hospital realiza a triagem de 100% dos resíduos recicláveis gerados, o que proporciona termos ideias sustentáveis para cada tipo de material. "É uma ação simples e singela, mas que demonstra o cuidado que o hospital tem com as pessoas e com as próximas gerações", aponta. 

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