NEWS
Vozes do Advocacy e ADJ Birigui promovem capacitação em diabetes Banrisul alcança lucro líquido de R$ 221,6 milhões no 1º trimestre de 2026 Edição 2026 do Top Ser Humano e Top Cidadania tem recorde de cases inscritos Unimed Porto Alegre reforça importância da vacinação contra gripe Recall é mais rápido e preciso com o padrão GS1 de identificação e rastreabilidade Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026 De marca artesanal à presença internacional: de la Guardia avança com apoio do Sebrae RS Feevale promove aula gratuita sobre técnica de massagem para bebês Sebrae RS leva inovação com foco humano ao Gramado Summit 2026 CEEE Equatorial realiza blitz de economia e segurança em Porto Alegre com o programa E+ Comunidade
Artigos

Os perigos dos alimentos industrializados

Artigo da Dra. Letícia Lacerda, médica nutróloga e coordenadora do Núcleo de Nutrologia do Hospital Felício Rocho

03/01/2023 A autora Fonte: Naves Coelho Comunicação <atendimento@navescoelhocomunicacao.com.br> Compartilhar:
Os perigos dos alimentos industrializados
Foto: Dra. Letícia Lacerda. Divulgação Hospital Felício Rocho

Biscoitos, carne processada, embutidos, sucos, refrigerante, macarrão instantâneo e mais uma quantidade incontável de alimentos industrializados. Eles ocupam, disparadamente, a maior parte das prateleiras dos supermercados. Isso, é claro, ajuda a fortalecer o consumo em massa desses produtos. E, ao mesmo tempo, explicam por que há um forte sinal de alerta sobre os seus malefícios para a saúde.

Antes, porém, é preciso explicar o que são os chamados alimentos ultraprocessados. Aliás, o próprio nome responde por si. Eles se referem a alimentos que saem da sua condição in natura e que passam por um forte processo de processamentos industriais, que dão cheiro, cor, textura e sabor próprios. Suas composições em geral são ricas em sódio, gordura, açúcar, extratos e substâncias muitas vezes produzidas artificialmente.

Ou seja, são ingredientes que oferecem uma dieta pobre de nutrientes importantes para o organismo e que provocam malefícios perigosos à saúde. Os principais problemas de quem os consome com enorme frequência são a obesidade, alterações de humor e, em casos mais graves, doenças cardiovasculares e diabetes. Também há constatações de que o consumo dos alimentos industrializados interferem na cognição, visto que a escassez de nutrientes debilita a capacidade cerebral, afetando o raciocínio e a memória.

Também já há evidências de que os processados provocam inflamações e inflamações gastrointestinais, que inclusive podem indicar uma doença mais séria, como câncer colorretal. Os sintomas mais comuns de inflamação são vômito, febre, náuseas, dores de cabeça, diarreia e perda de apetite. O ideal é mudar hábitos de vida e fazer boas escolhas, recorrendo a uma dieta mais natural e saudável, e hidratar-se bastante com um consumo adequado de água.

Mas não há dúvida de que o maior desafio não é atender a essas enfermidades, mas de estimular a população a consumir diariamente alimentos naturais, como verduras, legumes e frutas. Isso porque o uso de alimentos processados tornou-se prática cultural na grande maioria das sociedades, dada a praticidade e a sedução que esses produtos provocam pelo sabor. São eles que explicam, por exemplo, o aumento da obesidade em todo o mundo, inclusive no Brasil. Portanto, seu potencial de destruição é de larga escala, gerando problemas que afetam e provocam a preocupação de sociedade e, em particular, dos órgãos sanitários.

Veja Também