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Grande parte dos fatores de risco das doenças cardiovasculares é modificável

Entre eles, estão o sedentarismo, a obesidade, a hipertensão arterial sistêmica, o diabetes, a dislipidemia (colesterol e triglicérides alterados) e o tabagismo

18/09/2023 Redação Fonte: Fleishman Compartilhar:
Grande parte dos fatores de risco das doenças cardiovasculares é modificável
Foto: Freepik

Todos os anos, cerca de 400 mil pessoas morrem no Brasil em decorrência de doenças cardiovasculares. O número, que por si só já é extremamente alarmante, ganha uma proporção ainda maior por representar 30% das mortes do país e do mundo. O mais espantoso é que este triste cenário poderia ser diferente ao alterar comportamentos que são as principais causas dessas enfermidades.

Apesar dos avanços tecnológicos e terapêuticos, os brasileiros têm caminhado lentamente para mudar esse panorama. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país é o mais sedentário da América Latina e o quinto no mundo. Como resultado, os índices de sobrepeso e obesidade são altos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2021, cerca de 57% dos brasileiros estavam com sobrepeso e 22% obesos. Nesse ritmo, a Federação Mundial de Obesidade estima que, até 2030, 30% dos adultos no Brasil serão obesos.

Para piorar, ainda houve mudanças socioculturais importantes durante a pandemia de Covid-19, como home office, reclusão, atividades físicas limitadas, explosão dos serviços de entrega e aumento da carga psicológica (estresse, ansiedade e burnout), que prejudicaram a saúde do coração. "Isso sem falar dos pacientes cardiopatas que abandonaram o tratamento durante o período e do próprio vírus, que chegou a agravar doenças pré-existentes e até a causar algumas afecções, como arritmia e miocardite", completa o Dr. César Jardim, cardiologista do Hcor.

A doença cardiovascular e a maior parte de seus fatores de risco, muitas vezes, são silenciosas. "Por não terem o hábito de realizar exames preventivos e check-ups, geralmente, as pessoas procuram um médico apenas em estágios tardios, quando começam a ter sintomas. Com isso, perde-se a oportunidade de orientar o paciente sobre os melhores hábitos, de detectar e tratar a enfermidade precocemente e de obter uma melhor qualidade de vida", explica o Dr. Fabio Jatene, cirurgião cardiovascular do Hcor.

Segundo a OMS, 80% das causas de doenças que afetam o coração são ocasionadas por fatores que podem ser controlados e modificados com uma rotina mais saudável. "Não dá mais para negligenciar os cuidados com a saúde cardiovascular. É preciso fazer uma melhor gestão do nosso dia, reservando espaço para prática de exercícios, alimentação balanceada, sono adequado, atividades de lazer e exames periódicos", ressalta o Dr. Jardim.

Os especialistas ressaltam que sempre há tempo para mudar hábitos e obter benefícios com a reversão. "A dica mais importante é começar hoje, não amanhã. Realizar exercícios físicos regularmente, por 30 minutos, ao menos 5 vezes por semana; comer de forma balanceada e tranquilamente; ficar atento ao peso; desligar o celular e os equipamentos eletrônicos na hora de dormir; tomar os remédios conforme prescrição médica; administrar o estresse, reservando tempo para relaxar e descansar, incluindo atividades de lazer. Escolha viver mais e melhor", finaliza o Dr. Jatene.

Sobre o Hcor

O Hcor atua em mais de 50 especialidades médicas, entre elas Cardiologia, Oncologia, Neurologia e Ortopedia, além de oferecer um centro próprio de Medicina Diagnóstica. Possui Acreditação pela Joint Commission International (JCI) e diversas certificações nacionais e internacionais. Desde 2008, é parceiro do Ministério da Saúde no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Instituição filantrópica, o Hcor iniciou suas atividades em 1976, tendo como mantenedora a centenária Associação Beneficente Síria. Além do escopo assistencial, o hospital conta com um Instituto de Pesquisa, reconhecido internacionalmente, que coordena estudos clínicos multicêntricos com publicações nos mais conceituados periódicos científicos. Também está à frente de um Instituto de Ensino, que capacita e atualiza milhares de profissionais anualmente e é certificado pela American Heart Association. 

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