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Estudo que mensura a prevalência de HPV coleta amostras de pessoas voluntárias

Trabalho conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento por meio do Proadi-SUS está na segunda fase

22/09/2023 Redação Fonte: Moinhos Critério Compartilhar:
Estudo que mensura a prevalência de HPV coleta amostras de pessoas voluntárias
Foto: Freepik

Um dos principais causadores do câncer de colo uterino é o Papilomavírus Humano (HPV). Para auxiliar a elaboração de políticas públicas de prevenção do Sistema Único de Saúde (SUS), como as campanhas de vacinação, o Hospital Moinhos de Vento realiza, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), um estudo que mede a prevalência do HPV no País.

"O Brasil não tinha estudos sobre a prevalência do HPV até o ano de 2015. A iniciativa que lideramos, por meio do Proadi-SUS, traz uma nova perspectiva para as políticas nacionais de combate e prevenção à doença — a principal causadora de câncer uterino", destaca a investigadora principal do projeto e médica epidemiologista do Moinhos, Eliana Wendland.

Iniciada em 2020, a POP-Brasil está na segunda fase de coleta de amostras na rede pública das capitais brasileiras. Com a atualização de dados sobre a taxa de infecção, os pesquisadores farão um comparativo com as informações coletadas na primeira fase, a fim de analisar o quanto a vacinação foi eficiente para diminuir a circulação do HPV na população vacinada.

Em Porto Alegre, os profissionais de saúde treinados estão atuando nas unidades do Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e no Centro de Pesquisas Insight do Hospital Divina Providência. Os voluntários que quiserem contribuir com o estudo precisam responder um questionário e realizar coleta de material vagina e anal, além de uma amostra de sangue para testagem de anticorpos específicos contra os tipo de HPV incluídos na vacina.

Pessoas entre 16 e 25 anos que já tenham iniciado a vida sexual podem participar do estudo como voluntários. Já gestantes ou puérperas com até três meses do parto, mulheres que tenham passado por histerectomia (retirada do útero) e mulheres que tenham realizado algum tipo de tratamento no colo uterino há menos de seis meses não podem participar. 

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