NEWS
Hospital Moinhos de Vento realiza 6º Summit Ambiental com foco em adaptação climática e sustentabilidade Connection Terroirs do Brasil transforma o Dia dos Namorados em uma experiência gastronômica de sabores e origem em Gramado Unimed Porto Alegre inovou no cuidado com atletas na Maratona Internacional de Porto Alegre Sebrae RS leva 13 empresas gaúchas do setor moveleiro ao Chile para rodada internacional de negócios Fecomércio-RS analisa impactos da redução da jornada de trabalho e aponta diferenças entre regiões e municípios gaúchos Sesc Protásio Alves amplia ação ambiental com reciclagem de bitucas de cigarro GBOEX comemora 113 anos de atividades Sebrae na Estrada leva Caito Maia a cinco regiões do RS Hospital Banco de Olhos São Pietro mantém acreditação ONA e reforça excelência em qualidade e segurança do paciente Pesquisa da Fecomércio-RS traça panorama do que deve movimentar o varejo para o Dia dos Namorados
Notícias

Primeiro transplante de pulmão intervivos realizado fora dos Estados Unidos completa 25 anos

Desde 1999 foram realizados 40 transplantes desse tipo na Santa Casa de Porto Alegre

19/09/2024 Redação Fonte: Imprensa Santa Casa de Porto Alegre Compartilhar:
Primeiro transplante de pulmão intervivos realizado fora dos Estados Unidos completa 25 anos
Foto: Divulgação Santa Casa de Porto Alegre

Referência em transplantes, a Santa Casa de Porto Alegre celebrou nesta terça-feira (17/09) os 25 anos do primeiro transplante de pulmão intervivos realizado fora dos Estados Unidos. Liderado pelo cirurgião José de Jesus Camargo, o procedimento inédito abriu caminhos para que outros centros no Brasil e no mundo realizassem transplantes pulmonares com doadores vivos, oferecendo uma nova esperança de vida para pacientes com doenças pulmonares graves.

O primeiro paciente a receber partes de pulmões de pessoas vivas foi o curitibano Henrique Busnardo, com apenas 12 anos na época. Em 1995, Henrique contraiu bronquiolite obliterante, doença que obstrui os bronquíolos, dificultando a expiração e provocando o aumento progressivo do volume pulmonar, a ponto de deformar a caixa torácica. “Com apenas 12% da capacidade pulmonar, usando oxigênio de forma contínua, ele já não suportava deitar e durante dois anos só conseguia dormir agachado”, lembra o médico.

No dia 17 de setembro de 1999, três salas do Pavilhão Pereira Filho receberam Henrique e seus pais Márcia e Amadeu. Os procedimentos duraram mais de cinco horas e envolveram cerca de 20 profissionais da Santa Casa. Entre eles, os cirurgiões José Carlos Felicetti e Spencer Camargo, os anestesistas Fábio Amaral Ribas e Artur Burlamaque, as médicas Beatriz Moraes, Gisela Meyer e Marlova Caramori, além da equipe de enfermagem.

Como explica Camargo, no procedimento foi realizada a retirada da metade inferior do pulmão direito do pai e a metade inferior do pulmão esquerdo da mãe, para substituir os pulmões destruídos do filho. Com o sucesso do procedimento, devolvendo a capacidade respiratória, Henrique voltou a ter uma vida normal e hoje mora em Curitiba, onde se formou em Direito.

Transplante intervivos de pulmão

Desde 1999 foram realizados 40 transplantes desse tipo na instituição, sendo 37 deles em crianças ou adolescentes. Segundo o cirurgião, esse tipo de transplante, com todos os desafios envolvendo duas cirurgias em pessoas sadias (os doadores), é considerado como uma “alternativa de exceção”, sendo empregado somente em pacientes graves que não têm condições de sobreviver à espera de um doador cadavérico, cuja estrutura do tórax precisa ser compatível com a caixa torácica de uma criança. 

Veja Também