NEWS
Vozes do Advocacy e ADJ Birigui promovem capacitação em diabetes Banrisul alcança lucro líquido de R$ 221,6 milhões no 1º trimestre de 2026 Edição 2026 do Top Ser Humano e Top Cidadania tem recorde de cases inscritos Unimed Porto Alegre reforça importância da vacinação contra gripe Recall é mais rápido e preciso com o padrão GS1 de identificação e rastreabilidade Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026 De marca artesanal à presença internacional: de la Guardia avança com apoio do Sebrae RS Feevale promove aula gratuita sobre técnica de massagem para bebês Sebrae RS leva inovação com foco humano ao Gramado Summit 2026 CEEE Equatorial realiza blitz de economia e segurança em Porto Alegre com o programa E+ Comunidade
Saúde Geral

Reclamar demais afeta a saúde mental de quem fala e de quem ouve, alerta psicóloga

Segundo especialista, esse padrão está relacionado ao chamado viés de negatividade

24/06/2025 Redação Fonte: Martha Becker Connections Compartilhar:
Reclamar demais afeta a saúde mental de quem fala e de quem ouve, alerta psicóloga
Foto: Divulgação

Reclamar do trânsito, do calor ou das dificuldades no trabalho pode parecer inofensivo ou até aliviar momentaneamente o estresse. Mas, quando se torna um hábito constante, o efeito vai além do desabafo: compromete o bem-estar emocional de quem reclama e também de quem escuta.

A psicóloga Verônica Lima, da Hapvida, explica que a reclamação crônica alimenta um ciclo de negatividade que pode resultar em ansiedade, fadiga mental e até esgotamento emocional. “Reclamar pontualmente pode ser um mecanismo de enfrentamento. Mas, quando vira rotina, reforça uma visão pessimista da vida, impactando todos os envolvidos”, afirma.

Segundo a especialista, esse padrão está relacionado ao chamado viés de negatividade, uma característica evolutiva que prioriza ameaças como forma de sobrevivência. “O cérebro foi moldado para detectar perigos. Por isso é tão fácil focar no negativo e tão difícil manter uma perspectiva positiva”, explica.

O problema, segundo Verônica, é que a reclamação constante tem consequências reais: prejudica a tomada de decisões, reduz a capacidade de resolver problemas e impacta diretamente a autoestima. Além disso, quem está sempre ouvindo queixas também sofre com cansaço mental, irritabilidade e prejuízos nas relações e na qualidade de vida.

Outro alerta importante é o impacto fisiológico desse hábito. O excesso de reclamações eleva os níveis de cortisol, o chamado “hormônio do estresse”, que, em grandes quantidades, pode causar insônia, pressão alta, queda da imunidade e até distúrbios metabólicos.

Para interromper esse ciclo, a psicóloga sugere algumas práticas: cultivar a gratidão, focando no que já se tem e valorizando as pequenas conquistas do dia a dia; buscar soluções, em vez de apenas se fixar nos problemas; revisar a linguagem, evitando expressões que reforcem o negativismo. E, quando necessário, estabelecer limites com pessoas que reclamam excessivamente, como forma de proteção emocional.

Verônica Lima lembra que ninguém está imune a reclamações ocasionais, mas reforça que cultivar hábitos mais saudáveis de diálogo e pensamento é essencial para preservar não apenas a própria saúde mental, mas também a das pessoas ao redor. 

Veja Também