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Saúde Geral

Frio aumenta risco de infecções urinárias e problemas urológicos

Frio aumenta risco de infecções urinárias e problemas urológicos

26/06/2025 Redação Fonte: Martha Becker Connections Compartilhar:
Frio aumenta risco de infecções urinárias e problemas urológicos
Foto: Divulgação

Com a chegada do inverno no Rio Grande do Sul, a incidência de problemas urológicos aumenta. Durante os meses mais frios, os cuidados devem ser redobrados, devido à influência direta do inverno com o crescimento dos casos de infecções do trato urinário, de cálculos renais e da piora dos sintomas em homens com problemas na próstata. A redução na ingestão de líquidos, a má higiene íntima, o uso de roupas apertadas e a retenção urinária são fatores que exigem atenção para prevenir complicações.

Segundo o Dr. Lorenzo Catucci Boza, urologista do Grupo São Pietro Hospitais e Clínicas, o frio tem relação direta com o desenvolvimento de doenças durante o período, especialmente em relação ao aumento das infecções urinárias (ITU). “Durante os meses frios, é comum a diminuição no consumo de água e a retenção urinária prolongada, hábitos que favorecem a proliferação de bactérias e o agravamento dos quadros clínicos”, explica. O uso de roupas íntimas apertadas e o descuido com a higiene íntima também contribuem para o aumento de infecções urinárias, cistites e até cálculos renais.

“As infecções urinárias aumentam significativamente no inverno, principalmente em mulheres e idosos. Além disso, homens com hiperplasia prostática benigna (HPB) tendem a sentir mais urgência e desconforto ao urinar”, destaca Catucci.

O frio estimula a contração da bexiga, e a vasoconstrição reduz a tolerância ao enchimento vesical, agravando os sintomas. Ele também menciona a “diurese fria”, fenômeno que faz o corpo produzir mais urina devido ao frio intenso. Embora os riscos sejam maiores em quem já tem alguma condição urológica, hábitos inadequados podem afetar qualquer pessoa.

Embora os cálculos renais sejam mais comuns no verão, muitos casos também surgem no inverno, devido à baixa ingestão de líquidos, que leva à urina concentrada e à formação de cristais. “É essencial manter a hidratação constante, mesmo sem sentir sede”, reforça o médico. Ele também chama a atenção para os dias de chuva, comuns no inverno gaúcho. Permanecer com roupas molhadas, principalmente íntimas, aumenta os riscos de candidíase, infecções urinárias e irritações na pele. “O ideal é trocar de roupa o quanto antes”, orienta.

Outro ponto de atenção está relacionado à higiene pessoal. No inverno, muitas pessoas reduzem a frequência dos banhos ou não se higienizam de forma adequada, o que pode levar a infecções genitais e urinárias. “A umidade e o calor retidos por roupas íntimas grossas ou apertadas favorecem a proliferação de fungos e bactérias”, alerta Catucci.

Há ainda diferenças entre os cuidados e a incidência das doenças em homens e mulheres. “As mulheres são mais afetadas por infecções urinárias devido à anatomia do trato urinário, com a uretra mais curta e próxima ao ânus”, explica. “Nos homens, especialmente os mais velhos, há piora dos sintomas prostáticos, enquanto nos jovens, a retenção urinária voluntária pode causar desconforto ou infecções.”

Com isso, os atendimentos de emergência aumentam no período, principalmente por infecções, cólicas renais e retenção urinária. Assim, os cuidados preventivos são indispensáveis: manter a hidratação, evitar roupas apertadas, urinar com frequência e manter a higiene íntima adequada, mesmo com banhos mais rápidos. A recomendação é buscar atendimento médico ao primeiro sinal de ardência, dor ou urgência urinária. “No inverno, doenças urológicas podem evoluir rapidamente quando negligenciadas”, finaliza o especialista. 

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