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Saúde Geral

Urologistas alertam para riscos da andropausa, doença que causa queda da testosterona

Condição é confundida com o envelhecimento, mas pode trazer piora da qualidade de vida dos homens

27/07/2025 Redação Fonte: Martha Becker Connections Compartilhar:
Urologistas alertam para riscos da andropausa, doença que causa queda da testosterona
Foto: Divulgação

Em alusão ao Dia do Homem, comemorado em julho, a saúde masculina e as condições específicas desconhecidas por parte do público entram em pauta como forma de conscientização. A Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), também conhecida como andropausa — uma das doenças desconhecidas por grande parte do público — atinge um quarto dos homens no Brasil. No entanto, uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que 57% dos homens não sabem do que se trata. Especialistas indicam que, a partir dos 35 anos, os níveis de testosterona total começam a cair gradualmente, cerca de 1% ao ano. Porém, entre 40 e 50 anos, sintomas como queda na libido, fadiga, cansaço, dificuldade de concentração e memória, surgem para mostrar a necessidade de ter atenção ao envelhecimento aliado à qualidade de vida.

Para Felipe Rocha, urologista do Grupo São Pietro Hospitais e Clínicas, é importante contextualizar o termo para não causar confusões com a menopausa, que é uma interrupção da menstruação. A andropausa causa o declínio lento e progressivo da testosterona. A falta de conhecimento sobre o problema traz consequências graves, uma vez que o público acredita que é normal perder energia, libido ou disposição com a idade ou confunde sintomas com situações relacionadas ao estresse, à idade ou à preguiça.

"Os homens vivem em uma cultura do silêncio, em que tendem a evitar falar sobre saúde física, emocional e até sexual. Sem compartilhar as dores e sintomas, fica difícil para alguém saber que há algo errado. Ainda dentro desses aspectos culturais da masculinidade, é perceptível um receio de aceitar a doença e até buscar ajuda, seja por medo ou vergonha. Muitas pessoas ainda acham que buscar um médico é um sinal de fragilidade, o que torna ainda mais complicada a conscientização", explica.

Diante de um cenário de negligência dos indícios da doença, o médico recomenda atenção em pequenos sinais: perda de desejo sexual, cansaço sem explicação, diminuição da rigidez peniana e qualidade da ereção, insônia ou sono fragmentado, redução da autoconfiança, ganho de peso, desânimo, apatia ou depressão leve. Ele ainda alerta que, mesmo sendo essas manifestações físicas mais comuns, o diagnóstico sobre a andropausa virá apenas após a consulta com um especialista.

A doença não tem uma cura definida, mas pode associar tratamentos clínicos e mudanças no estilo de vida para retomar a qualidade de vida do paciente. Modificações em hábitos relacionados à alimentação, ao sono e ao treino de força são indicadas durante a prática terapêutica. A reposição de vitaminas e minerais e o tratamento de comorbidades como a obesidade, a resistência à insulina e a apneia do sono também integram as estratégias mais recomendadas.

Em casos específicos, o urologista pode receitar a terapia de reposição de testosterona (TRT) como alternativa para a andropausa. No entanto, Felipe Rocha explica que a TRT não é indicada para todos os homens com baixa testosterona, sendo fundamental analisar sintomas, exames e desejo reprodutivo. Além disso, as dosagens inadequadas de testosterona podem levar o paciente a óbito.

“Quando não há o cuidado nos níveis permitidos, há risco de exceder os limites fisiológicos de testosterona. A consequência desse erro traz a possibilidade de aumentar o risco de AVC e infarto agudo do miocárdio. É fundamental sempre o acompanhamento médico para o tratamento”, finaliza Rocha. 

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