NEWS
Vozes do Advocacy e ADJ Birigui promovem capacitação em diabetes Banrisul alcança lucro líquido de R$ 221,6 milhões no 1º trimestre de 2026 Edição 2026 do Top Ser Humano e Top Cidadania tem recorde de cases inscritos Unimed Porto Alegre reforça importância da vacinação contra gripe Recall é mais rápido e preciso com o padrão GS1 de identificação e rastreabilidade Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026 De marca artesanal à presença internacional: de la Guardia avança com apoio do Sebrae RS Feevale promove aula gratuita sobre técnica de massagem para bebês Sebrae RS leva inovação com foco humano ao Gramado Summit 2026 CEEE Equatorial realiza blitz de economia e segurança em Porto Alegre com o programa E+ Comunidade
Saúde Geral

Bariátrica ou caneta emagrecedora?

Entenda em qual caso cada uma é indicada

31/10/2025 Redação Fonte: Naves Coelho Comunicação Compartilhar:
Bariátrica ou caneta emagrecedora?
Foto: Divulgação / Clínica Cronos

A obesidade é hoje um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde e do IBGE, mais de 60% dos adultos brasileiros estão acima do peso, e cerca de 26% já são obesos, um índice que quase dobrou nas últimas duas décadas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que, mantido o ritmo atual, o país pode atingir níveis semelhantes aos dos Estados Unidos até 2035.

Diante desse cenário, cresce a busca por alternativas eficazes e seguras para o controle do peso. Entre as mais procuradas estão a cirurgia bariátrica e o uso das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis à base de análogos do GLP-1, que ajudam a reduzir o apetite e melhorar o metabolismo. Embora ambos os métodos possam levar à perda significativa de peso, as indicações são distintas e exigem acompanhamento médico rigoroso.

De acordo com o Dr. Mauro Jácome, médico gastroenterologista e diretor da clínica Cronos, a escolha deve ser feita de forma individualizada, com base na gravidade da obesidade, nas condições clínicas do paciente e em sua resposta a tratamentos convencionais. "A caneta emagrecedora é indicada para pessoas com sobrepeso ou obesidade leve, que já tentaram mudanças no estilo de vida e não obtiveram resultado satisfatório, mas ainda não têm indicação cirúrgica. A bariátrica é recomendada para casos mais graves, geralmente com índice de massa corporal (IMC) acima de 40, ou acima de 35 quando o paciente apresenta doenças associadas, como diabetes, apneia do sono e hipertensão", explica.

Os medicamentos injetáveis vêm se mostrando eficazes no controle do apetite e na regulação da glicose, promovendo uma perda de peso gradual e controlada. Porém, segundo o especialista, eles não substituem a reeducação alimentar e o acompanhamento multidisciplinar. "Não existe solução mágica. O tratamento com medicamentos precisa estar integrado a um programa de reeducação alimentar, acompanhamento psicológico e prática de atividade física. Caso contrário, o paciente tende a recuperar o peso perdido", alerta Jácome.

Já a cirurgia bariátrica é uma alternativa indicada para quem enfrenta a obesidade severa e não obteve sucesso com terapias convencionais. Além da redução do estômago, o procedimento provoca mudanças hormonais e metabólicas profundas, o que requer atenção redobrada no pós-operatório. "O acompanhamento após a cirurgia é determinante para o sucesso a longo prazo. Sem o suporte de uma equipe médica especializada e o comprometimento do paciente, há risco de carências nutricionais e reganho de peso", destaca o especialista.

Agora, aqueles que não querem se submeter à cirurgia, há outras opções. "As pessoas que têm obesidade severa mas não querem operar podem usar as medicações ou tratamento endoscópicos como balão ou endosutura", completa.

Para o Dr. Mauro Jácome, o ponto central é que o emagrecimento deve ser encarado como um tratamento de saúde. "Cada pessoa tem um metabolismo e uma história clínica diferentes. O papel do médico é orientar sobre o melhor caminho, sempre com foco na segurança, na saúde e na sustentabilidade dos resultados", conclui o médico. 

Veja Também