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Empreendedorismo sênior cresce no Brasil e tem destaque no Rio Grande do Sul

Experiência, maturidade e inovação impulsionam negócios liderados por pessoas acima dos 50 anos

05/11/2025 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa do Sebrae RS Compartilhar:
Empreendedorismo sênior cresce no Brasil  e tem destaque no Rio Grande do Sul
Foto: Divulgação

O empreendedorismo entre pessoas acima dos 60 anos segue em expansão no Brasil e no Rio Grande do Sul, consolidando-se como um movimento cada vez mais relevante para a economia. Dados recentes do Relatório Técnico desenvolvido pelo Sebrae Nacional mostram que a região Sul tem papel de destaque nesse cenário: 13% dos seniores atuam como empreendedores, número equivalente à média nacional.

No país, os donos de negócios seniores chegaram ao recorde de 4,3 milhões no final de 2024, representando 14,3% do total de empreendedores brasileiros. A região Sul concentra 16,2% desse contingente, enquanto no Rio Grande do Sul, especificamente, 14,6% da população sênior está à frente de um negócio.

"O envelhecimento da população brasileira vai tornar esse grupo ainda mais relevante nos próximos anos. No RS, o perfil empreendedor dos seniores é forte e representa uma contribuição significativa para a economia local", destaca a analista de Competitividade Setorial do Sebrae RS, Ana Paula Rezende.

Ela explica que existe um movimento crescente de pessoas 60+ que continuam ativas profissionalmente, seja empreendendo ou buscando recolocação. Isso gera demanda por consultorias, capacitação e espaços de coworking adaptados.

O bordado que virou negócio

Aos 70 anos, Gladis Regina Silveira Ferreira, de Porto Alegre (RS), é exemplo de como nunca é tarde para empreender. O que começou como um passatempo para preencher o tempo logo se transformou em uma atividade que uniu aprendizado, criatividade e, com o tempo, uma rede fiel de clientes.

A ideia surgiu ainda um ano antes da aposentadoria. Nas horas vagas, Gladis aprendeu a bordar em ponto cruz e, já ao se aposentar, estava equipada com uma máquina de bordar e uma de costura, pronta para dar início a uma nova fase da vida.

O início, no entanto, não foi simples. "Fui de professora para a confecção de bordados, sem nunca ter pegado em uma máquina de costura ou bordar", relembra. A internet foi sua grande aliada: tutoriais e materiais online ajudaram-na a aprender desde o funcionamento das máquinas até a criação de moldes e matrizes.

Mesmo sem investir em propaganda, o negócio ganhou força pelo boca a boca. As encomendas começaram entre amigos e, hoje, Gladis acumula uma base sólida de clientes conquistados ao longo de 10 anos de trabalho.

Mais do que renda, empreender trouxe aprendizado e conexões valiosas. "O bom convívio com pessoas foi essencial. Fiz muitos amigos nesse processo", destaca.

E o conselho que deixa para quem deseja seguir pelo mesmo caminho é simples e poderoso: "Descubra suas habilidades, mantenha a cabeça ocupada para não adoecer e não tenha medo de fazer o que gosta."

Quem empreende?

O perfil desses empreendedores revela diversidade tanto em escolaridade quanto em áreas de atuação: a maioria tem ensino fundamental incompleto (38,7%), enquanto uma parcela significativa concluiu o ensino médio (21%) ou alcançou o ensino superior (20%). Os setores mais representativos são os serviços (35,8%), seguidos do comércio (22,2%) e da agropecuária (16,6%).

Além disso, a permanência e resiliência dessa faixa etária no mercado impressiona, já que 89,7% estão há dois anos ou mais em seus negócios. Apesar de 71% ainda atuarem na informalidade, o rendimento médio mensal dos empreendedores seniores (R$ 3.516) supera a média nacional dos donos de negócios em geral (R$ 3.477), reforçando o peso estratégico desse público para a economia brasileira.

O Sebrae RS tem buscado ampliar o apoio ao empreendedorismo sênior, especialmente na formalização via MEI, no acesso a capacitações e consultorias, além de atuar na promoção da inclusão de públicos mais vulneráveis, como mulheres e negros, no ecossistema de negócios.

"O empreendedorismo sênior é marcado por maior experiência de vida e de mercado, o que muitas vezes se traduz em negócios mais sólidos e duradouros. O desafio agora é ampliar a diversidade e fortalecer a formalização desses empreendimentos, garantindo que esse segmento tenha acesso a políticas públicas, crédito e inovação", reforça Paula. 

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