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Fecomércio-RS divulga resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias

Levantamento indica que 85,9% das famílias estavam endividadas em março

15/04/2026 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa da Fecomércio RS Compartilhar:
Fecomércio-RS divulga resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (PEIC-RS), da CNC, referentes a mar/26. O levantamento indicou que 85,9% das famílias estavam endividadas em mar/26, avançando em relação a fev/26 (84,7%), após duas quedas consecutivas, permanecendo abaixo do observado em mar/25 (88,1%). Os dados foram coletados em Porto Alegre nos dez últimos dias de fevereiro. A pesquisa considera apenas dívidas associadas à tomada de crédito — como cartão de crédito, financiamentos e empréstimos —, não incluindo contas de consumo, como água, energia elétrica ou telefonia.

Quanto ao percentual de famílias com contas em atraso, a PEIC-RS identificou recuo, passando de 27,0% em fev/26 para 26,7% em mar/26, abaixo também do observado em mar/25 (28,3%). O resultado foi puxado pelas famílias com renda de até 10 s.m. que recuou para 31,9% em mar/26 ante os 32,7% em fev/26 (34,6% em mar/25). A desoneração do IR, captada pela primeira vez na pesquisa, é uma hipótese para a redução da inadimplência nessa faixa de renda. Já entre as famílias com renda superior a 10 s.m., o indicador avançou na margem, passando de 7,5% para 8,5% no mesmo período, ficando acima do observado em mar/25 (6,6%). O percentual de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso, mesmo que se mantenha em patamar historicamente baixo, mostrou nova elevação, registrando 1,7% em mar/26 ante em fev/26 (1,5%) e mar/25 (2,0%).

"Se por um lado a PEIC mostra uma interrupção da alta no percentual de famílias que não estão conseguindo manter as contas em dia, por outro lado, há um novo aumento do percentual de endividados. Com juros que indicam permanecer mais altos por mais tempo, o peso crescente do custo das dívidas é um grande limitador da capacidade de expansão do consumo das famílias. Sentem as famílias, sentem os negócios." avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP.

A pesquisa e a análise podem ser acessadas AQUI.

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