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Na torcida pelo hexa, pequenos negócios transformam a Copa em oportunidade para atrair clientes e ampliar vendas

Mais do que movimentar bares e restaurantes, o maior evento do futebol mundial impulsiona experiências de consumo, fortalece o comércio de bairro e estimula ações voltadas à convivência e ao senso de pertencimento

24/06/2026 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae RS Compartilhar:
Na torcida pelo hexa, pequenos negócios transformam a Copa em oportunidade para atrair clientes e ampliar vendas
Foto: Freepik

Poucos eventos conseguem mobilizar os brasileiros de forma tão intensa quanto a Copa do Mundo. A cada quatro anos, ruas ganham bandeiras, grupos se reúnem diante das telas e o país inteiro parece reorganizar a rotina em torno do futebol. Para os pequenos negócios,esse clima de celebração coletiva também representa uma oportunidade de fortalecer vínculos com os clientes, aumentar o faturamento e transformar consumo em experiência.

Embora alimentação, bebidas e entretenimento estejam entre os segmentos mais impactados durante os jogos, os reflexos da Copa alcançam diferentes áreas do varejo. Moda, beleza, turismo, conveniência, eletrônicos e decoração também entram no radar de consumidores mais dispostos a gastar em momentos de lazer e convivência. Segundo o coordenador estadual de varejo do Sebrae RS, Fabiano Zortéa, a principal mudança ocorre no comportamento do consumidor, que passa a buscar mais conexão emocional e experiências compartilhadas. "A Copa movimenta emoção, pertencimento e
convivência social. E hoje o consumidor compra cada vez mais experiências, não apenas produtos. O pequeno negócio que entender isso pode crescer muito mesmo sem vender algo diretamente ligado ao futebol", explica.

De acordo com Zortéa, períodos de grandes eventos esportivos estimulam compras mais impulsivas e aumentam o consumo em grupo. Ele observa que "as pessoas querem assistir juntas, comemorar, postar, pertencer. Isso acelera decisões de compra e faz com que o ambiente e o atendimento tenham um peso ainda maior".

Nesse contexto, criar experiências memoráveis se torna tão importante quanto oferecer promoções. Reservas antecipadas, produtos temáticos, combos especiais, ações para redes sociais e espaços voltados à convivência estão entre as estratégias mais adotadas pelos empreendedores. "Tem muito pequeno negócio que pensa apenas em vender no dia do jogo e esquece que poderia transformar aquele cliente em recorrente. Quem trabalha relacionamento durante a Copa aumenta muito a chance de manter esse público depois", pontua.

Em Porto Alegre, o Mercado Brasco vem apostando justamente nessa lógica. Com cinco lojas distribuídas pela capital gaúcha, o estabelecimento preparou ações especiais para o período, incluindo transmissões dos jogos, espaços para troca de figurinhas e kits voltados às confraternizações.

Conforme conta o sócio-fundador Arthur Bolacell, a ideia é transformar as unidades em pontos de encontro para os moradores dos bairros. "A gente sempre se colocou como a sala de estar do bairro. Então faz sentido criar um ambiente acolhedor para as pessoas assistirem aos jogos, encontrarem amigos e viverem esse momento juntas", comenta.

Além das transmissões, a empresa organizou ativações específicas para estimular a convivência entre os clientes. Mesas destinadas à troca de figurinhas passaram a fazer parte da rotina das lojas, principalmente nos bairros Bom Fim e 4º Distrito. Bolacell destaca:"As pessoas chegam por causa do álbum e acabam permanecendo no espaço. Existe interação, memória afetiva e um senso de comunidade muito forte".

Outra aposta será o "BrasCopa", projeto que reúne bolão, ações com marcas parceiras e transmissão dos jogos da Seleção Brasileira. A principal ativação ocorrerá durante a estreia do Brasil, em um evento que deve unir festa junina e exibição da partida em Porto Alegre.Para Zortéa, iniciativas como essa mostram como pequenos negócios conseguem competir pela proximidade com o consumidor e pela capacidade de gerar identificação: "A Copa premia menos quem tem o maior orçamento e mais quem consegue criar emoção, praticidade e conexão real com as pessoas".

Apesar do cenário positivo, o especialista alerta para a importância do planejamento. Controle de estoque, reforço operacional e organização logística continuam sendo fundamentais para evitar desperdícios e aproveitar os períodos de maior movimento. "O varejo sofre muito menos por falta de tecnologia e muito mais por falhas de operação. Quem se organiza antes consegue atender melhor e aproveitar o potencial do evento", conclui.

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