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Expointer 2026: Juntos pelo Agro valoriza a produção gaúcha e leva dicas ao consumidor

Na Expointer, estande do Juntos pelo Agro reúne Vitrine da Carne Gaúcha, oficinas com degustação e ações que aproximam produtores e consumidores

27/08/2026 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae RS Compartilhar:
Expointer 2026: Juntos pelo Agro valoriza a produção gaúcha e leva dicas ao consumidor

A produção gaúcha estará no centro das atenções do estande Juntos pelo Agro durante a 49ª Expointer, que ocorre de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio. Em uma parceria entre CNA, Farsul, Senar e Sebrae, especialmente para a Expointer, o estande ganha o reforço do Sistema Fecomércio-RS e do Sistema FIERGS. O espaço reunirá iniciativas voltadas à valorização das cadeias produtivas do Estado, à aproximação entre campo e cidade e à abertura de novas oportunidades para os pequenos negócios do agronegócio. A programação inclui a Vitrine da Carne Gaúcha, a Oficina do Campo à Mesa, um espaço instagramável e uma Rodada de Negócios.

O estande dá continuidade à presença conjunta das entidades na Expointer, mas apresenta, em 2026, um novo conceito. No ano passado, a iniciativa foi apresentada como Juntos para Competir. Agora, sob o nome Juntos pelo Agro, a proposta amplia o olhar para o desenvolvimento sustentável, a competitividade e a valorização da produção gaúcha.

"Mais do que reunir ações em um mesmo espaço, o Juntos pelo Agro busca integrar conhecimento, mercado e valorização da produção gaúcha. Na Expointer, queremos mostrar ao público a qualidade do que é produzido no Rio Grande do Sul e, ao mesmo tempo, criar conexões e novas oportunidades para produtores e agroindústrias", destaca Henrique Kuhn Massot Padilha, coordenador do Departamento de Desenvolvimento e Inovação do Senar-RS.

Para o especialista em agronegócios do Sebrae RS, Fabiano Nichele, a Expointer é uma oportunidade estratégica para os pequenos produtores ampliarem a visibilidade de seus negócios, acessarem mercados e estabelecerem conexões. "A 49ª Expointer é uma das principais vitrines do agronegócio da América Latina e representa uma importante oportunidade para o pequeno produtor ampliar a visibilidade de seus produtos, acessar novos mercados, conhecer tendências e tecnologias, além de estabelecer conexões com potenciais clientes, parceiros e fornecedores", afirma.

De acordo com ele, o conjunto de ações também contribui para aproximar quem produz de quem consome. "O principal impacto é aproximar o campo do consumidor, valorizando a produção gaúcha e proporcionando aos visitantes da Expointer a oportunidade de conhecer, experimentar e reconhecer a qualidade e a diversidade dos produtos do Rio Grande do Sul", destaca.

Juntos pelo Agro aproxima campo e cidade

Um dos destaques do estande será a Vitrine da Carne Gaúcha, iniciativa da Farsul que chega à 20ª edição na Expointer. Realizada pelo programa Juntos pelo Agro, em parceria com associações de raças e a Fecomércio-RS, a atração apresenta a cadeia das carnes gaúchas de ponta a ponta, aproximando produtores, agroindústrias e consumidores. A programação contempla sessões diárias sobre carnes bovina, ovina, suína, de aves, caprina e bubalina.

Segundo André Bordignon, coordenador de Projetos do Agronegócio do Sebrae RS, a Vitrine surgiu na Expointer com demonstrações de desossa de carcaças e orientações sobre o preparo dos cortes e, ao longo das edições, evoluiu para um formato de oficinas que aborda diferentes etapas da cadeia, do pecuarista ao consumidor final. "Em 2026, a programação terá ainda uma sessão especial, no dia 4 de setembro, às 13h, em parceria com a Faculdade de Veterinária da UFRGS e a Ascribu, voltada à valorização da produção de lácteos de bubalinos. A abertura, em 29 de agosto, terá novamente a carne de cordeiro como destaque", pontua.

De acordo com a Farsul, a proposta é apresentar ao consumidor como a carne é produzida e comercializada, os cuidados envolvidos na industrialização e as possibilidades de aproveitamento na gastronomia. A programação será conduzida pela médica-veterinária Fabiana Rosa de Freitas e contará com demonstrações culinárias do chef Bruno Ivanoff, professor de Gastronomia do Senac Porto Alegre. Técnicos das associações das raças participantes também estarão à disposição do público para explicar os processos de certificação e os diferenciais de cada categoria de carne.

"Temos toda a cadeia de proteínas sendo apresentada aqui. É uma amostra para que o consumidor entenda como essa carne é produzida, como é comercializada, quais são os cuidados importantes durante a industrialização e conheça receitas para o melhor aproveitamento", ressalta o superintendente da Farsul, Fábio Avancini Rodrigues.

A iniciativa também disponibiliza gratuitamente um e-book de receitas e tem como propósito aproximar produtores rurais e consumidores por meio da gastronomia.

A aproximação entre produção e consumo também estará presente na Oficina do Campo à Mesa, que neste ano amplia a capacidade de atendimento ao público. A estrutura contará com espaço para até 30 pessoas, ampliando o formato anterior, que previa uma mesa para 12 participantes. A programação contará com palestras, degustações e orientações práticas para o dia a dia sobre frutas, erva-mate, vinhos e espumantes, mel, queijo e doce de leite.

A proposta é estimular o consumo de produtos gaúchos e, ao mesmo tempo, ajudar o consumidor a compreender melhor aquilo que compra. As atividades abordarão formas corretas de armazenamento, características sensoriais, maneiras de preparo e possibilidades de utilização dos alimentos.

Da carne à mesa, dicas para valorizar os produtos gaúchos

Nas oficinas sobre vinhos, espumantes e sucos, o especialista do Senac e sommelier Ricardo de Oliveira apresentará orientações sobre armazenamento, temperatura ideal de consumo e a maneira correta de abrir as garrafas. A ideia é levar informações úteis também para quem não possui uma estrutura específica em casa para conservar vinhos.

No caso da erva-mate, as orientações vão além do preparo do chimarrão. A especialista em erva-mate Ariana Maia, da Associação dos Produtores e Parceiros da Erva-Mate do Alto Taquari (APPEMAT), explica que um dos principais cuidados é proteger o produto da umidade, do calor, da luz e do contato excessivo com o ar. Depois de aberta, a embalagem deve ser mantida bem fechada. Outra opção é acondicionar o produto em um recipiente limpo, seco e hermético.

"A refrigeração pode ser utilizada como uma alternativa depois da abertura, mas o mais importante é evitar que a erva entre em contato com umidade ou condensação", orienta. Caso a erva-mate seja armazenada na geladeira, Ariana recomenda que o produto esteja muito bem acondicionado e protegido também dos odores de outros alimentos.

As oficinas sobre erva-mate também abordarão os aromas e a diversidade de sabores, a influência do tipo de água e da temperatura, a granulometria, os diferentes tipos de erva-mate, a sazonalidade e a história do produto. A proposta é estimular o consumidor a compreender melhor a bebida que consome, conhecendo sua origem, seus processos e a influência do preparo sobre suas características.

Já as oficinas sobre mel destacarão a variedade de sabores e a influência das diferentes floradas e regiões do Estado nas propriedades do produto. Sob a condução de Maristela Mendonça Krugel, especialista e instrutora do Senar, as atividades apresentarão a história do mel e incentivarão o público a valorizar o alimento que consome, compreendendo sua procedência, as etapas de produção e os fatores que determinam suas nuances e aromas.

Para os queijos, o cuidado começa antes mesmo de o produto ser levado para casa. Segundo a especialista em leite e derivados do Sebrae RS, Aline Balbinoto, o consumidor deve observar a integridade da embalagem, a validade, a procedência e as condições de conservação indicadas pelo produtor. As orientações serão apresentadas nas oficinas sobre queijo e doce de leite, conduzidas pela médica-veterinária e especialista em queijos Cristina Zaffari Grecellé, em parceria com o Senac.

Depois da compra, não há uma regra única para todos os queijos artesanais. "Características como umidade, maturação e tipo de embalagem interferem na forma adequada de armazenamento. Por isso, a recomendação é seguir as orientações específicas de cada produto e protegê-lo do contato com outros alimentos, odores e possíveis contaminações", esclarece a especialista.

No caso do doce de leite, a atenção também começa na embalagem. Antes da abertura, é importante verificar se o pote está íntegro, sem estufamento, vazamentos ou rachaduras. Aline ressalta: "Depois de aberto, devem ser seguidas as orientações do fabricante quanto à refrigeração e ao prazo de consumo. Outro cuidado simples é utilizar sempre uma colher limpa e seca para servir, evitando a introdução de umidade e microrganismos."

Ela também defende que os produtos artesanais deixem de ser associados apenas a ocasiões especiais. "A melhor maneira de valorizar um produto artesanal é deixar de enxergá-lo apenas como um item para ocasiões especiais", afirma. Queijos podem acompanhar café da manhã, sanduíches, saladas, massas, risotos, frutas, pães e geleias. O doce de leite, por sua vez, pode ser combinado com frutas, iogurte, panquecas e bolos.

Origem, identidade e oportunidades para o agro gaúcho

A valorização da produção gaúcha também passa pelo reconhecimento da origem e das características particulares de cada território. Nesse contexto, as Indicações Geográficas (IGs) constituem uma ferramenta de diferenciação e acesso a mercados.

Bordignon explica que a construção de uma IG envolve diferentes elos das cadeias produtivas, da produção primária ao comércio local, e pode gerar impactos que vão além da comercialização do produto. Entre eles estão o fortalecimento do turismo, a circulação de pessoas nos territórios, a geração de renda e de empregos e o estímulo à sucessão familiar.

"A Indicação Geográfica é uma ferramenta estratégica de diferenciação para o acesso competitivo a mercados, transformando a reputação de uma região em um ativo financeiro valioso", detalha.

Segundo o especialista, produtos associados à história, à tradição, às pessoas e ao reconhecimento pela qualidade contribuem para fortalecer a identidade dos territórios e agregar valor à produção. A estratégia também ajuda a projetar a imagem do Rio Grande do Sul como território produtor de itens únicos e de qualidade.

Além das ações voltadas ao consumidor, o Juntos pelo Agro contará com um Espaço Instagramável, planejado para proporcionar uma experiência interativa aos visitantes e ampliar a divulgação do programa nas redes sociais.

Já a Rodada de Negócios, promovida pelo Juntos pelo Agro em parceria com o AgroBR, ocorrerá nos dias 3 e 4 de setembro, durante a Expointer, na Casa do Senar, localizada ao lado do estande. Bordignon reforça que "a iniciativa busca fortalecer a competitividade das cadeias produtivas e ampliar as oportunidades para produtores e agroindústrias gaúchas no mercado internacional".

Para Nichele, a participação na Expointer contribui para ampliar o reconhecimento dos pequenos negócios do agro e fortalecer as cadeias produtivas. "Essa aproximação amplia a visibilidade dos pequenos negócios, incentiva o consumo consciente e fortalece as cadeias produtivas, gerando novas oportunidades de mercado para a produção gaúcha", conclui.

SERVIÇO

49ª Expointer – Programa Juntos pelo Agro

Data: 29 de agosto a 6 de setembro de 2026

Local: Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS)

Programação: Vitrine da Carne Gaúcha, Oficina do Campo à Mesa e Espaço Instagramável

Rodada de Negócios: 3 e 4 de setembro de 2026, na Casa do Senar, ao lado do estande

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