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Setembro Verde reforça a importância da doação de órgãos em vida

A doação de órgãos pode representar a oportunidade de uma nova vida para quem aguarda por um transplante

03/09/2026 Mariana Bond Fonte: Usina de Notícias Compartilhar:
Setembro Verde reforça a importância da doação de órgãos em vida
Foto: Divulgação

Em 2025, o Brasil realizou 9.938 transplantes de órgãos sólidos e registrou uma taxa de 20,2 doadores efetivos para cada milhão de habitantes, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar dos avanços, falar sobre doação ainda envolve dúvidas, receios e falta de informação. E quando o assunto é a possibilidade de doar um órgão em vida, o desconhecimento é ainda maior.

Por isso, o Setembro Verde amplia a conversa sobre doação de órgãos e sobre as diferentes formas de doar. Levar informação à população é um passo essencial para que decisões tão importantes sejam tomadas de maneira consciente, segura e voluntária.

A doação em vida ainda é pouco conhecida. Uma pessoa juridicamente capaz e em boas condições de saúde, dentro dos critérios estabelecidos pela legislação, pode doar um rim, parte do fígado, parte do pulmão ou medula óssea, desde que o procedimento não comprometa sua própria saúde. A possibilidade, no entanto, costuma ser associada a uma série de questionamentos.

"Apesar de ser prevista e regulamentada no Brasil, a doação em vida é um desafio. Muitas pessoas associam doação de órgãos apenas com a morte, desconhecendo que existe a possibilidade de ser um doador de órgãos em vida", explica Rogeria Rodrigues Rocha, docente do curso Técnico em Enfermagem da Fundatec.

Entre os principais receios estão as dúvidas sobre como o organismo irá funcionar após a retirada de um órgão e se o doador poderá desenvolver algum problema de saúde. Segundo Rogeria, essas incertezas podem se transformar em preconceito, fazendo com que a pessoa questione como irá sobreviver sem parte do corpo e até mesmo se poderá precisar de um transplante no futuro.

A decisão de doar também passa por uma avaliação criteriosa. O potencial doador é acompanhado por uma equipe multiprofissional, que verifica suas condições de saúde e segue critérios éticos e legais para garantir que o procedimento seja realizado com segurança. Além dos aspectos físicos, a dimensão emocional também precisa ser considerada.

O acolhimento e a orientação são fundamentais no processo. "A equipe de enfermagem deve acolher de forma humanizada, orientar, ter empatia, manter postura adequada e livre de julgamentos", destaca Rogeria. O cuidado também é importante quando existe uma relação familiar entre doador e receptor, situação em que o desejo de ajudar pode ser ainda mais forte. Para garantir que a decisão seja realmente voluntária, o doador não deve ser influenciado ou pressionado a realizar o procedimento.

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