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Inverno exige cuidados especiais com a saúde da população idosa no Sul

Região mais envelhecida do País enfrenta o aumento de casos de doenças respiratórias, cardiovasculares e problemas emocionais durante os meses frios

16/07/2025 Redação Fonte: Martha Becker Connections Compartilhar:
Inverno exige cuidados especiais com a saúde da população idosa no Sul
Foto: Freepik

Com a chegada do inverno e a queda das temperaturas, típicas do clima seco e frio da região Sul do Brasil, a atenção à saúde da população idosa se torna ainda mais urgente, especialmente nos meses de julho e agosto, onde as temperaturas mais baixas se intensificam. Em virtude da idade avançada, esse grupo é mais vulnerável a doenças sazonais, devido à imunidade reduzida, à maior prevalência de enfermidades crônicas e à maior sensibilidade ao frio, fatores que agravam os problemas respiratórios e cardiovasculares. Questões emocionais relacionadas ao maior isolamento social no período também ficar mais sensíveis. Assim, a estação impõe desafios específicos.

Especificamente na região Sul do Brasil, o Rio Grande do Sul é, proporcionalmente, o estado com o maior número de pessoas idosas do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Censo 2022, há 115 idosos para cada 100 crianças no estado, o índice mais alto do Brasil. Santa Catarina e Paraná também apresentam envelhecimento populacional acelerado, com 83,2 e 86,2 idosos para cada 100 crianças, respectivamente, ambos acima da média nacional. Nesse contexto, o inverno, já marcado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios, representa um risco significativo para essa faixa etária, exigindo atenção especial em toda a região.

“Essa vulnerabilidade se deve a diversos fatores fisiológicos. Com o avanço da idade, o sistema imunológico torna-se menos eficiente na resposta a infecções, enquanto a função pulmonar declina e as vias aéreas perdem elasticidade, dificultando a eliminação de secreções”, enfatiza o clínico geral, Caciano Krenchinski, da Hapvida. “Além disso, a presença de comorbidades, como diabetes e doenças cardiovasculares, também aumenta a suscetibilidade e a gravidade dos quadros clínicos”, acrescenta.

O hábito de permanecer por mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados durante o frio favorece a disseminação de agentes infecciosos, ampliando os riscos à saúde dessa faixa etária.

Cuidados especiais com a população idosa

No caso de doenças crônicas como hipertensão e artrite, o frio intensifica os problemas. “Em temperaturas baixas, ocorre a vasoconstrição (estreitamento dos vasos sanguíneos), elevando a pressão arterial e aumentando o risco de eventos cardiovasculares, como infartos e AVCs”, explica Krenchinski. Em paralelo, o frio intensifica dores articulares e rigidez, dificultando a mobilidade. Para prevenir complicações, é fundamental manter o corpo aquecido com roupas adequadas, garantir um ambiente domiciliar protegido e ventilado, ter uma alimentação balanceada e incentivar atividades físicas leves. “O acompanhamento médico regular é essencial para adaptar o tratamento conforme as necessidades do paciente”, reforça.

“O frio tende a contrair os músculos e reduzir o fluxo sanguíneo, o que pode gerar rigidez e sensibilidade nas articulações”, acrescenta o clínico geral. Para amenizar esses sintomas, recomenda-se manter as articulações aquecidas com roupas térmicas, luvas e joelheiras, além de usar compressas mornas ou banhos quentes. Exercícios leves, como caminhadas em locais cobertos e alongamentos, contribuem para preservar a mobilidade. O acompanhamento fisioterapêutico e o uso controlado de medicamentos prescritos também são importantes aliados no alívio da dor.

Quanto à saúde mental, o isolamento social, que tende a se intensificar nos dias frios, pode impactar profundamente a população idosa, favorecendo o surgimento ou o agravamento de quadros de depressão, ansiedade e declínio cognitivo. “A redução do convívio social, aliada à menor exposição à luz solar e à limitação de atividades externas, contribui para sentimentos de solidão, perda de propósito e desmotivação”, informa o clínico. Para minimizar esses efeitos, é importante estimular o contato regular com familiares e amigos, seja por meio de visitas, ligações ou videochamadas, além de promover atividades sociais adaptadas ao ambiente interno, como grupos de leitura, jogos ou oficinas. O incentivo ao uso da tecnologia e o acompanhamento psicológico também são estratégias valiosas para preservar o bem-estar emocional nessa fase da vida.

Olhar atento dos cuidadores e familiares é essencial

O envolvimento atento de familiares e cuidadores é fundamental para que pessoas idosas atravessem o inverno com saúde e segurança. “É importante manter contato frequente para acompanhar o estado físico e emocional e prevenir o isolamento”, ressalta Krenchinski. A casa deve ser mantida aquecida e segura, com atenção à vedação de janelas, uso correto de aquecedores e eliminação de riscos de quedas. Oferecer refeições quentes e nutritivas, garantir hidratação adequada e ajudar na escolha de roupas apropriadas, com camadas e acessórios como luvas e gorros, também compõem o cuidado diário.

Incentivar atividades físicas leves em locais protegidos do frio e estar atento a sinais de hipotermia, mudanças de humor, apetite ou comportamento é igualmente importante. O apoio emocional contínuo, com escuta e afeto, ajuda a preservar a saúde mental, e sinais de depressão ou ansiedade devem ser tratados com auxílio profissional. “Ter à mão contatos de emergência e um kit básico de primeiros socorros completa a rede de proteção necessária nessa estação”, reforça.

A alimentação dos idosos merece atenção especial para ajudar na manutenção da temperatura corporal, fornecer energia e reforçar a imunidade. Alimentos quentes, como sopas e caldos nutritivos, são ideais por serem reconfortantes e de fácil digestão. A dieta deve incluir carboidratos complexos, proteínas magras e gorduras boas, além de garantir hidratação adequada, mesmo que a sensação de sede diminua. “Para fortalecer o sistema imunológico, é importante consumir frutas ricas em vitamina C, como laranja, acerola e kiwi, além de vegetais como brócolis. A vitamina D, essencial à defesa do organismo, pode ser obtida por meio de peixes e ovos, sendo a suplementação uma alternativa a ser avaliada por um médico, diante da menor exposição solar no inverno”, informa o clínico.

Com o inverno, a população idosa do Sul do Brasil enfrenta desafios ainda maiores para manter a saúde física e emocional. O cenário exige atenção não apenas das próprias pessoas idosas, mas também de familiares, cuidadores e profissionais de saúde, que precisam atuar de forma integrada para prevenir complicações e garantir qualidade de vida.

Sobre a Hapvida

Com cerca de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 71 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 87 hospitais, 78 prontos atendimentos, 351 clínicas médicas e 299 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.  

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